sexta-feira, 12 de maio de 2017

Salvador e Luísa

Aposto que o que aconteceu na passada terça-feira em muitas casas por essa Europa e mundo fora, foi o mesmo que aconteceu na minha casa aquando da primeira semi-final do Festival da Canção em Fevereiro. Durante a emissão, uma barulheira de queixas e lamúrias porque nenhuma canção prestava, falámos e barafustámos durante todas as prestações até que chegou o Salvador Sobral, "olha o gajo dos Ídolos, está tão diferente!" disse eu. "Não me lembro dele!" vira-se o meu irmão.
A música começou e nós "Oh não, mais uma balada!!" e depois o Salvador começa a cantar...
E ficámos hipnotizados a olhar para a televisão durante aqueles minutos, em silêncio, incrédulos... Quando terminou, o meu irmão foi o primeiro a pronunciar-se "esta é muito boa!". Desde aí que apoio a canção. Estava em Nova Iorque quando foi a final do Festival, e aquele domingo eu e a minha amiga passámos o dia a cantar a música dele, esperando que no fim do dia, quando chegássemos ao hotel, tivéssemos a boa notícia que tinha sido ele o escolhido para representar Portugal. Escusado dizer que ficámos muito felizes essa noite. Eu sempre disse que mesmo que ficasse em último dos últimos, era a canção que melhor nos representava. Eu concordo com a posição vincada da RTP em mandar canções em Português, e apesar de não concordar com escolhas recentes, este ano tiro o meu chapéu aos jurados que defenderam esta música com tanta convicção. Eles merecem tudo o que está a acontecer. Nós, Portugal, merecemos. A vitória é muito difícil, devido à geopolítica, toda a gente o sabe. Mas que interessa?
O Salvadorable e a irmã já ganharam, Portugal já ganhou, a Europa já ganhou.
Let there be jazz!

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