quarta-feira, 31 de maio de 2017

O Facebook lembrou-me que sou uma pessoa mais saudável

Isto faz parte das minhas memórias de há quatro anos:


The shame! The shame!
Isto foi uma das muitas "festas privadas" que eu e a minha amiga fazíamos em nossa casa, em Londres. Sim, aquilo tudo é para duas pessoas. Chamemos-lhe sonho americano.
Ahh! Como as coisas mudam, dos vintes para os quase-intas.
Vamos lá ver o que mudou:

- Raramente como processados;
- Não gosto de gelados (estes) como gostava antigamente;
- Nunca fui fumadora mas nesta altura era capaz de fumar um cigarro socialmente, agora zero tolerância a tabaco;
- Não como batatas de pacote;
- Basicamente deixei de comer porcaria;
- Não me lembro de quanto pesava nesta altura mas é possível/provável que esteja mais magra;
- Esta comida hoje em dia causa-me um certo asco.

O que não mudou:

- Continuo a beber álcool mas raramente bebo essas cidras cheias de açúcar;
- Continuo a comer pizzas congeladas, muito de vez em quando;
- Continuo a comer amendoins, mas aqueles com casca e sem sal;
- Continuo a gostar de fazer coisas parvas, mas de uma forma mais saudável.

Atenção, eu não sou uma pessoa com a mania das comidas saudáveis. Como de tudo praticamente. Não dispenso a minha barra de chocolate preto, nem os pastéis de nata, para não falar no salpicão e no queijo, mas já falei... Simplesmente desabituei-me de comer porcarias, ao ponto de já nem as desejar comer. Conclusão: Progresso. 


sábado, 27 de maio de 2017

Sim, o meu hobby é escrever

Tenho uma pergunta um pouco em jeito de reflexão a fazer-vos.
Vós, meus caros, que tendes como passatempo escrever blogues, artigos, crónicas, ficção, poesia, etc.., sem receber um chavelho por isso, não sentis por acaso que assustais os demais que não têm a mesma paixão?
Pergunto isto porque, sempre que vêm à conversa as paixões que se alimentam nos tempos livres ou a veia artística de cada um, e eu digo que a minha é a escrita, por entre alguns aww de admiração, do jeito "oh que fofo", também recebo olhares de "não deves bater muito bem dessa cabeça então".
Mas vá, nos dias de hoje, até se entende. Com endezes literários como o Raúl sua alma e o Afonso não sei das quantas a proliferar nas redes sociais, é normal que as pessoas sejam tão cépticas com quem se lembra de escrever nos tempos livres. Não me culpem pela minha falta de astúcia para outras coisas.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

A criatura já me pôs de lágrimas nos olhos

Finalmente conheço essa sensação... a felicidade inexplicável que é uma pessoa que se ama estar à espera de um filho. E já amo aquela criança.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Salvador e Luísa

Aposto que o que aconteceu na passada terça-feira em muitas casas por essa Europa e mundo fora, foi o mesmo que aconteceu na minha casa aquando da primeira semi-final do Festival da Canção em Fevereiro. Durante a emissão, uma barulheira de queixas e lamúrias porque nenhuma canção prestava, falámos e barafustámos durante todas as prestações até que chegou o Salvador Sobral, "olha o gajo dos Ídolos, está tão diferente!" disse eu. "Não me lembro dele!" vira-se o meu irmão.
A música começou e nós "Oh não, mais uma balada!!" e depois o Salvador começa a cantar...
E ficámos hipnotizados a olhar para a televisão durante aqueles minutos, em silêncio, incrédulos... Quando terminou, o meu irmão foi o primeiro a pronunciar-se "esta é muito boa!". Desde aí que apoio a canção. Estava em Nova Iorque quando foi a final do Festival, e aquele domingo eu e a minha amiga passámos o dia a cantar a música dele, esperando que no fim do dia, quando chegássemos ao hotel, tivéssemos a boa notícia que tinha sido ele o escolhido para representar Portugal. Escusado dizer que ficámos muito felizes essa noite. Eu sempre disse que mesmo que ficasse em último dos últimos, era a canção que melhor nos representava. Eu concordo com a posição vincada da RTP em mandar canções em Português, e apesar de não concordar com escolhas recentes, este ano tiro o meu chapéu aos jurados que defenderam esta música com tanta convicção. Eles merecem tudo o que está a acontecer. Nós, Portugal, merecemos. A vitória é muito difícil, devido à geopolítica, toda a gente o sabe. Mas que interessa?
O Salvadorable e a irmã já ganharam, Portugal já ganhou, a Europa já ganhou.
Let there be jazz!

sábado, 6 de maio de 2017

O efeito "13 Reasons Why"

Depois de ter acabado de ver a série esta semana, e de verificar que está a ser tão falada nas redes sociais e afins, também eu quero, já agora, dar a minha curta e singela opinião.
Nos últimos dias, tem-se falado muito sobre o suicídio na adolescência,  devido ao infame jogo da baleia, mas também por causa desta série que aborda essa temática.
"13 Reasons Why" é basicamente sobre as experiências negativas de uma adolescente na escola secundária. Experiências essas retratadas num testemunho que a própria gravou antes de cometer suicídio.
Há quem aconselhe que os jovens não deviam ver a série, e há quem diga que não há risco nenhum. O risco que aqui é temido, é que muitos jovens que estejam a passar pelas mesmas situações queiram seguir o exemplo da protagonista da série. Mas há quem defenda que os adolescentes devem assistir, pela forma como a série alerta para questões como o bullying, o sexismo e o abuso sexual.
Eu sou da opinião que a série, apesar de não a achar nada de espectacular, deve ser vista sim, para que os adolescentes possam encarar as consequências dos seus actos. Se vai mudar alguma coisa na cabeça desses jovens? Muito pouco. Os bullies vão ser sempre bullies. Crianças com falta de empatia vão ser sempre adolescentes cruéis. Pode talvez, em conjunto com todas as campanhas de prevenção que se têm feito, mudar os pensamentos dos adolescentes bystanders, aqueles que não agem mal, mas também não reagem quando vêem o mal a ser feito. E esses são os que podem fazer toda a diferença. Mas também sou da opinião de que ver a série, pode afectar os jovens que estejam fragilizados psicologicamente, isto porque de uma certa forma, a história romantiza a depressão e o suicídio. Uma ideia completamente errada na nossa sociedade, criada em muito pela literatura, cinema e media, e que a OMS está a tentar combater.
Depois para quem assistiu à série, há outro debate sobre se a protagonista tinha mesmo motivos para se matar ou não. Mas isso é já um assunto muito complexo, e que envolve spoilers.
Mas ao ver a série, a coisa que a mim me causou mais impressão, mesmo!, foi a falta de diálogo dos pais com os seus filhos adolescentes. A sério, que nervos. Conseguem ver que os filhos não estão bem mas contentam-se com respostas curtas e mal dadas, e não assumem nenhum controlo sobre as acções dos filhos, que são ainda menores de idade. E parece-me que esta tónica foi dada à série por algum motivo.

Pronto, e para mim acabaram-se as séries até ao regresso de Orange is The New Black e Game of Thrones.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Vá lá que não me deu para calçar sandálias

Uma pessoa (eu), confia nas previsões metereológicas e no calor que se faz sentir às oito da manhã, e sai de casa toda veraneante, de camisa fina e manga curta, para ter que voltar a casa na hora do almoço a buscar um casaco. Porque a temperatura em vez de subir ao longo da manhã, desceu aí uns dez graus. Ok, eu também ainda não tenho assim tanta vontade ao verão. Joke's on you, weather.
Tenho a impressão que este mês de Maio vai ser bipolar no que toca ao tempo.