terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Mais um post sobre "Girls"

"A despedida de Girls começa com uma estreia mundial" aqui fica o artigo do Público sobre uma das séries mais singulares e irreverentes dos últimos anos.

"Foi uma história controversa desde o início, por mostrar um retrato pouco convencional do corpo da mulher e da sua sexualidade, mas foi essa representação de quatro jovens a enfrentar o início da idade adulta em Nova Iorque que conquistou a crítica e o público. 

(...)

A actriz Alison Williams, que encarnou o papel de Marnie ao longo da série, disse à Press Association que espera que Girls fique marcada na história da televisão como “um movimento radical em direcção à honestidade em detrimento da idealização”. "

Eu desafiei-me a mim mesma a rever as primeiras cinco temporadas antes da estreia da última temporada, mas só tenho duas semanas para o fazer. Será que consigo?

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Pensamentos à solta

Então pelo que parece hoje é o primeiro dia de uma longa jornada de chuva, que diz que vem para ficar durante umas semanas. Venha ela, é chata, mas faz falta. E cheira-me que o ano vai ser seco e lá para o Verão vamos andar com os cabelos em pé com os incêndios, com os prejuízos para agricultura e todos os males em geral que a falta de água traz. Eu confesso que já lhe tinha um pouquinho de saudades. E perua que só eu, já estou a babar pelo fim de semana a ver séries e filmes e a ouvir a chuva a bater no telhado.

Enquanto chove lá fora, aqui vou lendo os mais recentes caprichos de Donald Trump, enquanto me tento lembrar como foi bem aquilo que o Winston Churchill disse sobre a democracia? Não é o ideal, mas é o menos mau dos sistemas? Pois bem. A democracia também é capaz de pôr pessoas como Adolf Hitler no poder. Mas isso já foi há tanto tempo, não é? Ou pessoas como Donald Trump no poder, em pleno século XXI, no mundo ocidental, depois de milhentas guerras e tratados de paz. A História é cíclica, e é o mais óbvio exemplo que o ser humano não aprende com o passado.
Quando ele foi eleito, não entrei em histerismos, sempre achei que o presidente dos EUA é um boneco nas mãos de uma máquina bem mais poderosa e que os caprichos do senhor depressa se iam dissolver no plano maior do poderio americano. Mas parece que não. A diplomacia está mesmo em crise, e já houve guerras que começaram por bem menos. Uma tal de Primeira Guerra Mundial, por exemplo.

Mas não vou agourar, que não sou pessoa de agourar, e nasci com a maleita do optimismo estúpido, às vezes conformismo alegre. Não sei viver de outra forma. Tirando aqueles momentos em que qualquer coisa me começa a cheirar mal, então sei que vem aí bosta. Será aquilo a que chamam sexto sentido? Às vezes vem em forma de sonhos premonitórios. Mais alguém tem? Eu costumo ter. Por exemplo, sonho com uma pessoa, do nada, e depois encontro essa pessoa, ou então essa pessoa contacta-me.

Definitivamente ele há coisas que só podemos é sacudir os ombros e "o problema não é meu". E se somos pessoas íntegras, que fazem tudo direitinho, mais não podemos fazer. Siga a procissão.

Afinal, o Inverno ainda não acabou, embora, cada vez mais, lhe cheire o fim. Hoje é o primeiro dia de muitos dias de chuva, mas eu consigo ver a luz lá no fundo. E mesmo que não conseguisse, ainda me lembro do caminho!

😉


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O livro de receitas machista

Existe na casa dos meus pais uma relíquia da tradição culinário-literária portuguesa que sai da gaveta sempre em alturas de festa. É pois um livro de receitas bem portuguesas que a minha mãe tem já há largos anos, e que deduzo que possa existir em muitas mais casas por este país fora.
Em alturas de festividades como é a do Natal, lá vamos buscar ou relembrar receitas pois que aquilo tem tudo, desde sopas a pudins. Mas bem, o catano do livro, sempre que é usado, torna-se todo um espectáculo de comédia lá em casa. Querem saber porquê?

Ora, em primeiro lugar, atentem no título:


É isso mesmo. "A mulher na sala e na cozinha", um livro que pretende ensinar as donas de casa não só a cozinhar belas refeições para o marido e para os filhos mas também ensinar-lhes sobre "etiqueta". Um livro feito para ser passado de mãe para filha e assim em diante.
Este, acima, é o livro que a minha mãe tem, cuja edição (a 17ª) é de 1983. O livro é bem mais antigo, mas embora ninguém saiba precisar a data da primeira edição, encontrei algures na net, alguém que tem uma 8ª edição que data de 1965, o que me leva a crer que o livro é dos anos 50. Parecer, parece! Encontrei sim fotos das capas de edições mais antigas do livro:



Que fofinho... Ora podem já ver que é um livro escrito por uma mulher. Até aqui tudo bem. É compreensível para uma época em que só as mulheres tratavam das lides da casa. A autora é uma tal de Laura Santos, de quem nunca ouvi falar, e sobre quem também não se encontra nada na net. Apesar de ter escrito um "clássico", ficou no anonimato. Esta mulher que para além de cozinha e etiqueta, parece ter sido dada à intervenção e tinha uma opinião muito vincada sobre o papel da mulher.
Pois é. Há algo neste livro que é o que acaba por ser o mais fascinante sobre ele, e denuncia de caras a época em que foi escrito: o prefácio! Só há alguns anos nos deu para reparar no prefácio, escrito pela autora, e lê-lo de uma ponta à outra.

Atentem:




Foi uma fartura de gargalhadas e chacota. Mas que também me levou a reflectir... que sortuda sou por viver nesta época, por reagir assim, com esta incredulidade, por rir daquelas palavras com os meus dois irmãos (homens) que cozinham e passam a ferro.
E sempre que abrimos este livro é como uma porta para outra dimensão, de uma geração a olhar para a outra, com ideais tão diferentes, mas com as mesmas comidinhas, essas sim, continuam a ser as que mais gostamos (ó que o livro tem receitas deliciosas, lá isso tem). E sim, vou guardá-lo para a posterioridade.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Words to live by

"There´s no lemon so sour that you can't make something resembling lemonade." 
 ["Não há limão tão azedo que não consigas fazer algo que se assemelhe a uma limonada."]

                 por Dr.K no primeiro episódio de This is Us.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Mas já?!

Hoje é Dia de Reis. Come-se a rosca, come-se a galette, come-se o restinho de filhós que sobrou do ano novo. Faz-se um jantar mais ou menos especial e encerram-se as festividades. Hoje quando passei pela minha árvore de Natal e presépio, olhei para eles pelo cantinho do olho, com uma tristeza no coração. Snif. A partir de amanhã, é chegada a altura de voltar a arrumá-los no sótão, de nos despedirmos por mais um ano, como se fossem parentes emigrados. Bem sei que são só objectos mas representam a época mais especial do ano, que se despede abruptamente, deixando-nos Janeiro, mês frio e apático. Se fôssemos do Natal para a Primavera ou para o Verão como no hemisfério sul, já não custava tanto, mas é o que temos. A partir de amanhã, como todos os anos, vou evitar o inevitável, vai ser o "oh, os enfeites podem ficar por mais uns dias", até se tornar ridículo ainda ter árvore de Natal montada.

É essencialmente isto que o Dia de Reis significa para mim. Mas...Feliz Dia de Reis!! Vamos aproveitá-lo!

A vida a cores!! - ou - Podia dar-me para pior

O meu irmão ofereceu-me um livro de colorir para adultos no Natal porque segundo ele, eu não me calava com isso. {Sou capaz de ter mencionado duas ou três vezes que gostava de ter um}.
De "livro de colorir para adultos", entenda-se que não tem lá imagens ou desenhos eróticos, não que fosse má ideia. Mas não.
São desenhos bonitos e fofinhos, cheios de pormenores, porque o objectivo é relaxar a mente e acalmar o espírito. Já preenchi o primeiro desenho com a temática do Natal, e realmente, enquanto pintava, aquilo distraiu-me mesmo do que estava em meu redor e tomou toda a minha atenção.
Além disso, é uma óptima forma de ir aproveitando os lápis de cor que ficaram dos tempos de escola. Tenho um estojo cheio deles.

Foto de qualidade duvidosa

Ora aqui está a primeira obra de arte. Eu sei, isto é muito amadorismo. Mas tenho ali muitos desafios para aperfeiçoar a técnica! 
Recomendo. É um excelente hobbie para o Inverno.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Os doze dias de Janeiro

Ora a nossa cultura popular, transportada até mim pela minha querida mãe, diz-nos que os primeiros doze dias de Janeiro representam os doze meses do ano, e que assim, respectivamente, o tempo que faz por estes dias, é como os meses vão vir. Eu acho engraçado e curioso como todos os anos acaba por bater certo. E este ano parece-me ir pelo mesmo caminho. O passado dia 2 que representa Fevereiro foi frio de rasgar a pele. No dia 3, que representa Março, choveu e o tempo ficou mais ameno. Ontem era dia 4, e foi um dia mais solarengo. E já vi que amanhã e depois, vai estar o céu limpo e a temperatura vai subir um pouco mais, ora não fossem representar Junho e Julho! Sou só eu que acho piada a estas coisas? Devo ser.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Sempre soube que as melhores noites não são planeadas

Eu não sou de dar grande importância à festa de passagem de ano mas gosto de me divertir nessa noite e entrar no novo ano com um sorriso na cara. Não sou é de fazer coisas glamorousas. Dêem-me a minha família e os meus melhores amigos e sou uma pessoa feliz sem ter que sair de casa.
E este ano foi assim, passei o revelhão com a minha família sem planos de sair. Apesar de sabermos que no bar que gostamos muito ia haver uma festa com música nos anos 70 e 80, não estávamos a contar ir. Mas, por volta da uma da manhã dissémos "bora lá ir ver como está aquilo?", sem intenção de demorar muito. Pus o meu vestidinho tchanan e lá fomos.
Voltámos para casa às sete da manhã...
Fiquei a noite toooda a dançar ao som de uma playlist que parecia ter sido escolhida por mim {eu berrava aos primeiros segundos de cada música}. A certa altura o meu irmão ia ao bar e perguntou-me o que queria beber, ao que eu respondo toda descabelada e aos pulos "eu não quero beber, eu quero DANÇAR!". A menina ficou louca.


Nunca tinha dançado tanto numa passagem de ano! Aleluia aos céus que existe este sítio alternativo na minha cidade para fugir aos padrões de música que se ouve na noite e que não me entusiasma.
Entrei em 2017 com os pés a doer de tanto dançar e muito feliz!

2017

resfriado 👍