quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Conheço tão bem este sentimento

O Natal está a chegar e eu emigrada | P3: "Existe quem cheire a batatas cozidas com Azeite Galo e couve da aldeia, existe quem enche a boca de Brexit e de vontade de mandar o pessoal mais novo “para o país deles”."

Felizmente enquanto estive fora, tive a oportunidade de passar três Natais em Portugal com a minha família. Tal como a autora refere, "por amor".
Numa das vezes demiti-me de um emprego só para vir passar a quadra. Noutra bati o pé com os managers para poder ir a casa tal como eles o iam fazer. Depois quando regressei a Londres fui trabalhar no mesmo dia. E na outra, vim dia 24 e fui dia 26, um stress, porque nunca se sabe como o tempo vai estar e há quem tenha ficado em terra e passado essa véspera de Natal no aeroporto. E claro, gastam-se balúrdios para podermos abraçar os nossos e passar dois dias com eles.
Os outros dois Natais fiquei por lá, mas fiquei bem e na companhia de amigos. No entanto, nem toda a gente tem alguém com quem passar a data em que as saudades de casa mais apertam. A maioria dos emigrantes portugueses de hoje já não vão em família, vão sozinhos.
Conheço bem a angústia destes dias do fim de Novembro e início de Dezembro. Não saber se vamos conseguir ir a casa ou lidar com a tristeza que vai ser uma Natal sem a família. Sempre vi o lado bonito dessa dor. Afinal, se me custa tanto passar o Natal longe da minha família, é porque sempre fui muito feliz nesta quadra, e no resto do ano. Sempre fui muito feliz na minha casa, com os meus.
Hoje estou de regresso ao nosso Portugal, e apesar das dificuldades inerentes a viver neste país (já estamos fartos de saber), regressar foi a melhor coisa que fiz. Assim como ir também foi muito importante. Mas nem sempre a relva é mais verde no lado de lá.

Feliz Natal a todos os que não podem estar junto dos que amam!

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