terça-feira, 19 de julho de 2016

Afinal, o nosso destino estava TRAÇAdo

Agora que já passaram alguns dias e já deu para digerir a vitória de Portugal no Euro 2016, e já não acordo a tentar perceber se aconteceu mesmo ou se foi um sonho, embora a excitação continue em níveis altíssimos, é chegada a altura de deixar o meu OBRIGADÃO aos rapazes que trouxeram o caneco para Portugal.
Ainda me custa a acreditar no desenrolar dos acontecimentos, porque esta vitória não podia ter sido mais perfeita. Eu já esperava esta chapada na cara dos franceses desde 2000, e a minha mãe desde 1984. E vibrámos as duas imensamente. É que não foi só ganhar o Euro 2016. Também tivémos o brinde de finalmente ganhar aos franceses, e melhor ainda, na casa deles. E também, como eu desejava, Portugal foi campeão sem o Ronaldo. E não tive que esperar anos por isso. Ok, chegámos à final muito por mérito dele (se calhar devia começar a hashtag #desculparonaldo), mas enche-me de orgulho a equipa ter ganho sem ele, porque nós temos uma equipa!
E depois aquele meu lado traiçoeiro adorou o facto de termos sido os "trolls" deste Euro, que lá fomos indo contra todas as expectativas e ganhámos contra todas as expectativas. Nós que tantas vezes a jogar com muita qualidade, fomos atraiçoados, pela sorte ou por isto e aquilo, fomos finalmente recompensados. Eu admito que depois daquele golo no prolongamento contra a Croácia, e depois termos passado nas grandes penalidades contra a Polónia, comecei a pensar que devia haver um motivo bem forte para esta sorte que nos é tão rara. Comecei a ver Portugal na final, e até me atrevi a imaginá-los a levantar o troféu. Comecei a acreditar que com a nossa muralha defensiva, podíamos fazer uma grande surpresa, como aliás já aconteceu com outras equipas. Quando a França jogou contra a Alemanha, torci por eles, porque queria um ajuste de contas. Se Portugal tinha uma pequena hipótese de ganhar esta merd@ toda, então que fosse contra a França. E é que não foi mesmo? Por isso, OBRIGADA por isto tudo! E obrigada também por terem matado a fome de vitórias a uma portista que já não festeja nada há três anos.
Entretanto, vou continuar a ver o golo do Éder, as defesas do Rui Patrício, o levantar da taça e o festejo do Benni McCarthy umas cinquenta vezes por dia. Não, ainda não me fartei. E acho que nunca me vou fartar. Campeões car@lh#!