segunda-feira, 4 de abril de 2016

Eu não faço questão, não, não, não, não

Desde que regressei a Portugal, percebi que há tantos artistas e tantas coisas novas neste país que eu desconheço, que mais do que estar no estrangeiro, parece que estive presa em Alcatraz.

Ok, fui uma emigrante pouco ligada às coisas que iam acontecendo por cá, confesso. Ia lendo o JN e o Público quase todos os dias, mas a nível cultural-pop, estou tão a zeros... Quando uma colega de trabalho me falou dos artistas que vêm à semana académica cá do burgo, cheguei à conclusão que de todo o cartaz só conheço os Xutos e Pontapés (Xuuuuuuuuuutos!). A rockalheira que há em mim sabe bem que é tudo o que eu preciso conhecer nessa semana, tendo em conta os estilos musicais dos restantes.

A verdade é que da música que, pelos vistos, tem feito sucesso por cá, eu só aprecio uma parcela muito ínfima. Mas não, eu não vim aqui outra vez para desfazer disto tudo. Eu não sou apenas má língua. Pelo contrário, quando gosto de uma coisa, também grito aos quatro ventos que gosto. A verdade é que ouvir Jajões, Agires, Dengazes e coisas do género, faz-me querer assassinar sem escrúpulos tudo o que mexa à minha volta. E também já aqui pseudo-injuriei os D.A.M.A, por aquela tal música do holandês. Eu não conhecia os moços e essa foi a primeira música que ouvi deles, e digamos que não é o melhor cartão de visita.

Hoje na rádio vinha a ouvir uma música portuguesa bem engraçada, com o Grabriel O Pensador. Gostei tanto que até me deu uma epifania, o raio da música. Fui logo pesquisar o refrão para descobrir de quem era, e pois, é dos tais D.A.M.A.
É caso para dizer que me caiu o cuspo em cima.




Esta música, ironicamente, tem tanto a ver com a fase que estou a atravessar, com a mudança que fiz recentemente, e as razões pelas quais a fiz.