segunda-feira, 28 de março de 2016

Foi assim que a Páscoa veio e foi

Num ápice. Trabalhei até quase onze da noite de sábado. Já só pensava em folar. Andei com a prima que está engripada à procura da farmácia de serviço. Ai é só emergências e receitas médicas, the fuck? Uma sessão parlamentar para comprar uma caixa de Brufen no serviço nocturno, valha-se-me. Depois fomos ter com a família à Catedral para aquela cerimónia do Sábado de Aleluia que dura três horas (só chegámos a tempo da meia hora final, que chatice). Depois de benzidos, fomos para casa e ficámos até às três da manhã (com a mudança da hora, a Páscoa ainda ficou mais curta) a comer folar (da minha mãe, que foi o melhor que ela já fez, ou eu tenho memória curta), e beber chá, e claro, a tagarelar incessantemente. A prima e a tia foram-se embora, o irmão mais velho e os pais foram deitar-se, o irmão do meio andava nos copos, e eu, feita escrava Isaura, deu-me p'ra ficar a lavar tachos até às quatro. Os pais já tiveram muita trabalheira o dia todo com os folares, tenho que compensar. Fui para a cama e dormi um sono estranho porque estava cheia como uma mula. Levantei-me à uma da tarde de Domingo, já estava a minha mãe a ultimar o almoço de Páscoa. Toca a comer ainda mais e mais e mais. Depois de almoço, mais conversa, um pouco de zapping com os irmãos, e uma sessão de youtube a ver os vídeos de stand-up do Trevor Noah. Depois já eram horas de começar a fazer o jantar. Ainda estou cheia do almoço, credo. Fiz tempo para um banho relaxante e uma manicure caseira que as minhas unhas estavam mesmo a precisar. E ala para a cozinha preparar as batatas doces no forno. A mãe e os manos gostaram, o pai nem por isso. Acabou-se o jantar a ver o Portugal Tem Talento (ou Got Talent Portugal ou Got Portugal Talent?) porque nós adoramos gozar com aquilo e com o tamanho das mãos da Mariza. E enfim, cama, que hoje era dia de começar a trabalhar cedo. E voltei a dormir um sono estranho por ter comido demais. Resumindo, um dia passado em casa com muitos farináceos, muito açúcar e pouco juízo. Contrapondo, bem merecia.

Os ditos cujos

Em pleno delito

Só falta contar aqui a melhor dos últimos tempos. Então na Catedral a minha prima reencontra a freira que a preparou para o Crisma há mais de vinte anos atrás. No belo do reencontro a freira pergunta-lhe se já se casou. A minha prima responde que não (o drama, o horror) e ela diz "então anda para ao pé de nós!!" Aaaaaahhhhhhhhh! Foi a risada. Do mal o menos, já sabemos que temos sempre quem nos queira.