quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O Codex.. nope

Ontem pus-me a ler pela primeira vez, um livro do José Rodrigues dos Santos (O Codex 632). Como pôr isto?



Eu não gosto muito de elitismos (não gosto muito? não gosto nada) e acho que o que é importante mesmo é que as pessoas tenham hábitos de leitura, mesmo se a leitura for fraquinha. Tenho uns quantos livros leves que releria uma e outra vez. [Releria? Foi a primeira vez que utilizei esta conjugação, até me deu um arrepio.] E não é que eu estivesse à espera de muito, mas valha-me Santo Agostinho! Não é a obra em si, mas o estilo de escrita. Uma falta de sensibilidade estética na narração, o uso excessivo de adjectivação, os lugares-comuns a puxar para a parolice. Simplesmente, não é a minha onda. Mas por outro lado, consigo ver a história a funcionar muito bem em televisão, a fazer concorrência às novelas. Já funcionou bem nas vendas, pelos vistos. Estava a pensar que ia ter JRS para uma temporada, mas acho que este será o primeiro e o último. O lado positivo disto é que se torna num daqueles calhamaços que se despacha em três dias.
Ironicamente isto vem no mesmo dia em que lhe foi atribuído um prémio qualquer de melhor escritor português. Say what? Deve ser mesmo aquele tipo prémio qualquer a que ninguém liga nenhuma.

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