quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

É nestas coisas que não sou NADA portuguesa*

Ora tendo nós tanta coisa para reclamar, questionar, refutar, com o que é que os portugueses gastam o seu tempo e retórica? Com coisas mínimas, comesinhices, foleirices. Já não bastou o fim do mundo que se armou porque um holandês resolveu fazer um plágio de uma banda portuguesa (não conheço nenhum dos artistas em questão e sinceramente, pelo que ouvi, dispenso), e em que no vídeo do senhor, apareceu um autêntico exército da armada. Agora temos os soldados da pátria que inundam os comentários da página do jornal brasileiro O Globo, porque escreveram "lá da terrinha" ao referirem-se a Sara Sampaio. Eu ainda li aquilo mais umas três vezes, para ver onde tinha a parte ofensiva... A sério, quando é que "lá da terrinha", é ofensivo? Expliquem-me. Eu acho fofo. Somos uma das terrinhas europeias que colonizaram as terronas dos grandes continentes. E sim, qualquer cidade portuguesa, incluindo Porto ou Lisboa é uma terrinha, comparando com a imensidão do Brasil. Mas toda a gente sabe que o tamanho não importa, o que importa é o conteúdo, mas isso, pelos vistos, também há pouco. Os americanos usam termos semelhantes para se referirem aos ingleses, e não me parece que eles fiquem chateados. Oh que gente parva, é só o que me apraz dizer. Aposto, e escrevo isto a rir-me da ironia da coisa, aposto só, que metade desta gente que foi lá ladrar é a mesma gente que chama campónios aos transmontanos ou que dizem que no interior do país só há cabras. Cambada de ressabiados.

*e noutras coisas mais.

1 comentário:

Panda disse...

"(...) aposto só, que metade desta gente que foi lá ladrar é a mesma gente que chama campónios aos transmontanos ou que dizem que no interior do país só há cabras."

Em cheio. Ahahah