sábado, 30 de janeiro de 2016

Ó pá!



Estou a ficar com uma vontade do caraças de ir ao NOS Alive, e aos três dias. Eu que pensei que já não tinha paciência para festivais. Já sei que vai ser difícil arranjar disponibilidade, mas se começar a acarinhar a ideia, até pode ser que se arranje.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Está bonito

Até o próprio do António Costa não se reconhece como Primeiro-Ministro. Eu identifico-me, até quando sou eu a ter mais responsabilidades, também delego as decisões para os outros.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Tinha saudades disto tudo

Da luz, não a do Benfas, a LUZ, senhores! Do azul do céu deste país. Até da chuva deste país. Da calma. Das conversas pela tarde e noite dentro com a família. Do Teófilo Bonifácio. De mandar bocas rebarbadas à tv com os manos. Da comida. Das conversas e do chá pós meia-noite com o mano mais velho. Das picardias trocadas com o mano do meio. Da barulheira que fazemos à mesa. Dos amigos que nunca se esqueceram de mim. De falar na minha língua. Do meu quarto. Da lareira. Do café. E até das coisas descabidas. Tenho que aproveitar enquanto estou neste espírito.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

My midnight city


  
Waiting in the car. Waiting for a ride in the dark. At night the city grows. Look at the horizon glow.



 Waiting for a word. Looking at the milky skyline. The city is my church. It wraps me in its blinding twilight.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Excelente notícia

"Greek islanders who have been on the frontline of the refugee crisis are to be nominated for the Nobel peace prize with the support of their national government."

Espero muito que vá adiante. Estas sim são as pessoas que tiveram e continuam a ter um grande papel na crise dos refugiados. Não, havias de ser tu Merkel...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Adeus e obrigada



Dia muito esperado e muito mais elucidativo daquilo que esperava.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

É nestas coisas que não sou NADA portuguesa*

Ora tendo nós tanta coisa para reclamar, questionar, refutar, com o que é que os portugueses gastam o seu tempo e retórica? Com coisas mínimas, comesinhices, foleirices. Já não bastou o fim do mundo que se armou porque um holandês resolveu fazer um plágio de uma banda portuguesa (não conheço nenhum dos artistas em questão e sinceramente, pelo que ouvi, dispenso), e em que no vídeo do senhor, apareceu um autêntico exército da armada. Agora temos os soldados da pátria que inundam os comentários da página do jornal brasileiro O Globo, porque escreveram "lá da terrinha" ao referirem-se a Sara Sampaio. Eu ainda li aquilo mais umas três vezes, para ver onde tinha a parte ofensiva... A sério, quando é que "lá da terrinha", é ofensivo? Expliquem-me. Eu acho fofo. Somos uma das terrinhas europeias que colonizaram as terronas dos grandes continentes. E sim, qualquer cidade portuguesa, incluindo Porto ou Lisboa é uma terrinha, comparando com a imensidão do Brasil. Mas toda a gente sabe que o tamanho não importa, o que importa é o conteúdo, mas isso, pelos vistos, também há pouco. Os americanos usam termos semelhantes para se referirem aos ingleses, e não me parece que eles fiquem chateados. Oh que gente parva, é só o que me apraz dizer. Aposto, e escrevo isto a rir-me da ironia da coisa, aposto só, que metade desta gente que foi lá ladrar é a mesma gente que chama campónios aos transmontanos ou que dizem que no interior do país só há cabras. Cambada de ressabiados.

*e noutras coisas mais.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Como assim gente??!


FCP em modo "Já que é p'rá desgraça, é p'rá desgraça".

Franguillas


Eu bem que queria deixar de comentar aqui os desaires do meu FCP. Ando deste ontem a conter-me, mas cá vai disto. 
É o karma, tanto gozámos com o Roberto Frangueiro que agora também temos o nosso muito pessoal frangueiro espanhol. E ainda vai tirar o título ao Roberto Jimenez de maior frangueiro espanhol que passou pela nossa liga. Enfim, eu proponho já fazer-se uma nova versão da musiquinha. Da maneira que isto vai, só temos que trocar o nome do guarda-redes e pronto. Vou já tratar de pedir os direitos aos adeptos benfiquistas. 

Books, books, books

O centenário que fugiu pela janela e desaparceu, Jonas Jonasson*

Vi nalguns blogues por aí que o desafio para 2016 era ler uns quantos livros. Parece-me um óptimo auto-desafio. Acho que todo os anos, esse é um dos meus objectivos, e umas vezes lá tenho mais sucesso que outras. 2015 foi sem dúvida o ano em que, desde da minha tenra idade, menos li. Muito disto vem do facto de ter deixado de usar transportes e caminhar para o trabalho. Já que era no metro ou no autocarro que eu devorava páginas e páginas. Em casa, aqui em Londres, nunca peguei o hábito de ler. Não sei porquê. Demasiado tempo online, apesar de muitas vezes estar a ler online. Na minha casa em Portugal, é diferente, adoro ler no sofá, sentada em frente à lareira... Mas aqui não tenho ambiente de leitura em casa. Mas podia ter sido pior. Li o Memórias de uma Geisha, que basicamente queria ler há anos. Li a Utopia de Thomas More. O Tipping Point de Malcolm Gladwell. Li o livro da Lena Dunham, Not That Kind of Girl, entre outras que agora não me lembro porque não eram grande coisa. Este ano sei que vou ler mais, é que nem é preciso esforçar-me, é das coisas que mais tenho vontade de fazer em Portugal.
*Este é o meu primeiro livro de 2016, e espero que o último em Inglês por uns bons tempos. Estou farta de ler em Inglês.

Vi e gostei



Aqui vai a mais elaborada crítica de cinema alguma vez escrita: Tão fofo!



Grande filme, realização, banda-sonora a bater ali subtilmente com os momentos-chave. Conta uma estória da forma mais fiel, sem eufemismos, sem drama excessivo, sem ajustes. Deu-me saudades do jornalismo.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Mais um dos meus lugares

Provavelmente já falei aqui do edifício/monumento que mais gosto em Londres. Aqui há de tudo, do mais antigo ao mais moderno, edifícios centenários super bem conservados, e os novos arranha-céus que nos põem a pensar "quem é que teve aquela ideia?" ou "como é que construíram isto?". E tudo se mistura na panorâmica da cidade. Mas nesta mixórdia toda, eu sempre tive o meu favorito, a catedral de São Paulo. Não sei explicar, mas é um edifício que me deixa "uau!" cada vez que ali vou. Eu sempre gostei de catedrais. Catedrais e pontes são para mim, as grandes obras de arquitectura por excelência. A catedral de São Paulo não foge à regra da grandiosidade e da minúcia dos detalhes, mas é também a sua História que me apaixona.
A catedral foi construída primeiramente como uma igreja, a primeira de Inglaterra, no ano de 604. O edifício foi reformado em 1087 e transformou-se numa catedral, que foi destruída pelas chamas do Grande Incêndio de Londres de 1666. Alguns anos após o Grande Incêndio, como parte do projecto para reconstruir o centro da cidade, é decidido não reconstruir o antigo edifício mas sim uma nova catedral. E São Paulo renasce, em 1697, com uma nova cara, a que conhecemos nos dias de hoje. Para mim, o lugar é símbolo da resistência e da persistência do ser humano em reerguer o que nos é derrubado.
Um pequeno pormenor: Sir Christopher Wren que arquitectou a catedral e o centro de Londres depois do Grande Incêndio, está lá sepultado algures, e dentro da catedral pode ler-se numa pedra "se está à procura do túmulo de Christopher Wren, olhe em sua volta". Lindo.
Durante a minha vidinha aqui, fui lá várias vezes à missa, uma delas na manhã do meu primeiro Natal em Londres. Tivémos que caminhar porque não havia transporte público, e eu ainda adormeci a meio, mas valeu a pena. Outra verdadeira peripécia foi quando ia no bus a caminho de casa, digamos que bastante alcoolizada, e vejo a catedral e começo a insistir com o meu amigo para sairmos do bus (era uma madrugada de Janeiro e estava um frio de morte) porque eu queria ir lá. Enfim. Tudo se resume agora a uma foto que o meu amigo tem de mim deitada na escadaria, parecendo um cadáver abandonado. Eu faço a festa onde me apetece.






Quando parei para tirar esta última foto, uma rapariga que ia a passar por mim diz-me a sorrir  "Beautiful, hein?", eu sorri também, "Yes, really beautiful...".
 

Singularidades da Língua Inglesa

Já aqui falei de expressões inglesas e das diferenças do Inglês britânico e americano. Mas ainda não me tinha lembrado de uma coisa que nesta língua não tem jeito nenhum. As palavras que são pronunciadas de uma forma completamente diferentes do que são escritas. São maioritariamente nomes de lugares. É algo que já me tirou do sério bastantes vezes e que eu e mais amigos estrangeiros já debatemos "mas porquê? porquê?!". Será que alguém começou a dizer assim e pegou moda? Não sei, mas eu preciso de algum linguista que me explique a causa disto tudo.
Ora, ao que me refiro é, palavras como Worcestershire, Leicester, Gloucester, Lancashire, e Edinburgh. E que eles pronunciam worstechér, léster, glóster, lancachér, edinbrah. Isto confunde muito os estrangeiros aqui. Ainda há pouco tempo uma amiga minha estava a falar com um colega inglês sobre Edimburgo, e ele vira-se muito incrédulo "porque é que dizes edinburgue? é edinbrah". Como se a lógica estivesse do lado dele. Depois ela é que ficou incrédula.
Isto vem a propósito de um link que o meu irmão me mandou. Diz ele que anda sempre à bulha com o "sixth", já eu é mesmo a palavra que ocupa o primeiro lugar (e suas similares) que me dão cabo dos nervos.
É que, porra, quando olhamos para as palavras escritas, há letras que não estão lá a fazer nada. Mas pronto, ingleses.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Mas primeiro, preciso de álcool

Eu nem sei. É da quantidade de pessoas que me vem perguntar qual o meu estado emocional porque estou quase a ir embora. Oh pessoas, pá, eu sei que vocês só estão a ser uns queridos, mas é que tudo a perguntar-me como me sinto é algo que me chateia imenso. Estou feliz e pronto. Contentem-se com essa resposta e não me peçam uma dissertação.
Mas depois, também é a pessoa egocêntrica e narcisista com quem divido casa, a quem fiz mil favores, mas se recusa a fazer-me um pequeno favor.


Depois é o colega de trabalho, falso que dói, que gosta de se armar em boa pessoa e anda sempre a fazer sacanices e a pôr a culpa em cima dos outros. Mais as pessoas calculistas que fazem as coisas de propósito e fazem de conta que foi coincidência. E é mais isto e aquilo e sei lá o que mais. Que danada sexta-feira. Estou mesmo mais que pronta para deixar isto tudo para trás.


 Avé.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Que semana da caca



2016, podemos virar a página do obituário?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Mais uma vez


Irrepreensível. A sério, ser pago balúrdios para maldizer uma inteira plateia de ricos e famosos ali mesmo à cara podre. Isto sim, é o emprego de sonho.

Rebel Rebel how could they know?

Não sou muito de escrever memorandos, salvo raras excepções. Porque há artistas como ele que simplesmente fizeram parte da minha vida, e cuja música me ajudou a crescer.
Ele deu voz à minha curiosidade, à minha impertinência, ao meu absurdo, às minhas amizades, aos meus sonhos, ao meu infinito... O Bowie entende-nos.
Obrigada, Bowie. Rock on.

Though nothing, will keep us together
We could steal time, just for one day
We can be heroes, for ever and ever
What d'you say?

Oh we can be heroes, just for one day 

domingo, 10 de janeiro de 2016

Ballon d'Or

Eu a mim não me interessa quem fica com a bola. Eu só quero ver a fatiota que o Messi leva este ano. Não mudes, Messi.





E claro está, é também a única ocasião do ano em que podemos ver o Cristiano Ronaldo bem vestido.




Senhoras Revistas e Blogueiras(os) de Assuntos dos Trapos em Geral, estejam atentos, que o negócio não é só enxovalhar as mulheres, se faz favor.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Parece que é mesmo oficial

Lopetegui foi despedido. E já vai tarde. Nem é não ganhar títulos, nem é ter descido ao terceiro lugar do campeonato. Mas é a falta de brilho em campo, da equipa mais cara de sempre do clube. Não fiquei contra o facto de ele ter permanecido na época passada. Acreditei no projecto dele, acreditei que ele iria acabar com o mau augúrio dos treinadores espanhóis em Portugal. Mas não. Bem diz o ditado, de Espanha nem bons ventos, nem bons casamentos. E se o Casillas já tinha fama de ser amuleto do azar para os treinadores, digam agora então. A estrela ainda vai acabar no banco, digo-vos.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Mais um dia em que ser portista é


1



 2



3


E com entrada directa para o top dos filmes que me fizeram chorar as pedras da calçada


Vi assim meio que por acaso. Andava à procura de um filme com alma. Já há muito tempo que não via um filme com conteúdo, e como tinha lido algures que este era baseado numa estória real, decidi ver. Para além que ver o Eddie Redmayne a vestir-se de mulher, prometia qualquer coisa de espectacular. E ele é fantástico, mas a jovem actriz que interpreta a mulher dele, deslumbrou-me. Aquela cena que não me sai da cabeça "I need my husband! I need to hold him! Can you please get him? Can you please try??". Lá vou eu começar a descascar cebolas outra vez.

Todo este filme é um relationship goal. Simplesmente adoro a relação deles e espero um dia amar alguém da mesma forma que a Gerda ama o Einar/Lili. Snif.

Dia de Reis

E dia de ficar sem voz. Ir trabalhar, e falar por gestos, sorrisos e acenos. Os clientes a olhar para mim como uma coitadinha e já outros... Ora, um que costuma fazer sempre conversa comigo, perguntou-me: "então, estás sem voz? Muita festa ontem?!". Ao que eu respondi que estava constipada e ele... saiu logo a correr porta fora "espero que não seja contagioso!". 'Tá, obrigada.
Vá lá que a voz já voltou, pelo menos um bocadinho dela. Já com os meus colegas, não deu para as habituais conversas e brincadeiras do costume. Só silêncio. Eles dizem que é muito estranho ver-me assim quieta e calada. Eu digo que me fez bem, fiquei numa paz de espírito... Devia fazer isto mais vezes e deixar de ser tão estralibeta.

Mas já que é dia de Reis, cá vai



E eu sem a bela da rosca p'ra comer. Oh vida. O que vale é que isto já são favas contadas.


domingo, 3 de janeiro de 2016

À tarde no museu

O National Portrait Gallery é o meu museu favorito em Londres e é aquele que mais visitei ao longo destes mais de quatro anos. Às vezes, quando não tinha mais nada para fazer, lá ia eu dar uma voltinha. E fiz questão de começar este ano com mais uma visita. Ir piscar o olho aos girassóis do Van Gogh já se tornou uma espécie de amuleto da sorte. 
Ficam aqui alguns dos que mais me cativaram desta feita (e não se preocupem que tirei as fotos sem flash).


A Conversão de Maria Madalena, aprox.1548, Paolo Veronese

O Sonho de Santa Helena, aprox.1570, Paolo Veronese

Um Campo de Trigo com Ciprestes, 1889, Van Gogh

Vaso com Quinze Girassóis, 1888, Van Gogh

A Ascenção da Virgem, aprox.1475, Francesco Botticini

Os Quatro Elementos: Terra, aprox.1569 , Joachim Beuckelaer


Isto é o que eu mais gosto nesta cidade, da cultura como um bem de primeira necessidade. Aberta a todos, acessível a todos, gratuita para todos.


sábado, 2 de janeiro de 2016

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Começa assim então

O ano velho acabou com uma caminhada, e o ano novo começou com outra caminhada. Festejei a virada com mais dois amigos, e gritámos, rimos, vimos os fogos de Waterloo pela janela e cantámos até não poder mais. Hoje estou cansada mas alegre. Sozinha mas feliz. Ainda meia atordoada dos excessos de ontem à noite, mas relaxada no conforto da minha cama, acompanhada de bons filmes.
Que maravilha!