sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Façamos então um balanço

2016, aquele ano mau mau mas assim muito mau mesmo a nível diplomático, político, humanitário, enfim, globalmente, um ano do qual se falará muito na História, e não pelos melhores motivos.
No início do ano, a minha mãe relembrou-me o velho ditado: "ano bissexto promete muito e não traz nada".

O meu 2016 também não me vai deixar saudades. Não é que me possa queixar. 2016 deu-me oportunidades, mas não foram as oportunidades que eu queria. Quando amanhã eu abrir o envelope no qual guardei os meus doze desejos, sei que a maioria que lá estão se cumpriram ou se podiam ter cumprido. E se eu reflectir bem, foi um ano de muito amor, mais tempo passado com a família, momentos inesquecíveis passados com amigos. Foi um ano em que fiz várias coisas. Tive dois empregos. Mudei de cidade. Fiz novos amigos. Conheci pessoas que me marcaram com a sua bondade e apoio. Não viajei (e oh que falta me faz) a não ser dentro de Portugal, mas sem dúvida que fiquei a conhecer muito melhor o meu próprio país durante este ano. Momentos tristes, alguns, mais com coisas que aconteceram a pessoas que me são queridas mas também com as minhas próprias desventuras. Foi um ano de muitas incertezas e alguma solidão também.
É... foi um ano razoável, hmmm, não. Diria até que foi um ano bom.

De 2017 espero coisas boas. Vindas de mim. De mim para os outros. De mim para com a minha vida. Não sei se alguma vez vou acertar nesta vida, mas como 2017 é o ano em que completo o grande três-ponto-zero, então que comece a acertar agora. Chegou a hora de ser adulta, já não há mais desculpas.

Eu não sei se já falei aqui no blogue mas dou-me melhor com anos ímpares do que com anos pares. Não que não tenha tido anos ímpares maus e vice-versa, mas normalmente, os ímpares costumam ser melhores e mais preenchidos. Sim, já fiz a minha lista de metas para 2017. É uma tradição que adoptei há pouco tempo (2013, salvo erro), mas é algo que me estimula muito e me ajuda a manter desperta (e esperta) durante o ano, já que eu sou uma pessoa pouco ambiciosa -.-'.
Então vamos lá, 2017!


Para todos que visitam o "Oh menina Elsa", desejo um Feliz Ano Novo cheio de amor, saúdinha, muita luz nessas cabeças e claro, PAZ!


{Se eu que nem gosto muito de passagens de ano, consigo estar assim empolgada, então vocês também conseguem!}


terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Aqueles snaps de Natal...



Teófilo Bonifácio

Presépio com miniaturas de monumentos da cidade, do país e da Europa

Passeio pelo campo no dia de Natal

A minha caneca predilecta por estes dias

Terra Natal

Cumpre-se uma tradição que já tenho há duas décadas

Na cozinha com cheiro e avental de Natal

Concerto especial

Nossa linda raça, Cão de Gado Transmontano. Amigo que fizémos no dia de Natal

Bolo-rei de chocolate a.k.a Bolo-príncipe

Teófilo Bonifácio depois do natal. Como me identifico

Natal no Porto

Visita ao mosteiro de Castro de Avelãs

Este ficou pendurado na cozinha

Cidade iluminada

Mesa dos doces

Árvore de Natal da "tasca" favorita

Vinho quente no mercado de Natal

Vista da biblioteca - pista de gelo e árvore de Natal


Mais um Natal se passou. Este juntinho da família. Um Natal cheio, de tudo o que é bom! #sóagradece

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

And the bells were ringing out for Christmas day...

Hoje passei o dia na cozinha, e ainda não acabou. Entre ajudar a mãe a fazer uma fornada de pão, bolo-rei e bolo-rei de chocolate (a que eu resolvi chamar bolo-príncipe) e a amassar filhós, tem sido um belo dia passado com a família entre os tachos. Isto é qualidade. É disto que eu gosto no Natal! Ainda vamos fritar as filhós depois do jantar e para amanhã ficam as rabanadas e a tarte banoffee, no que toca a doces. Não podia era deixar de vir aqui desejar um Feliz e Doce Natal a todos os que passam pelo blogue.

Sejam felizes!


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Apresento-vos o meu novo melhor amigo

O que é que nós somos? Gajas! O que é que nós detestamos ter? Borbulhas! O que é que nos queremos? Um produto baratinho que faça milagres pela nossa pele!

Não é que este ano, do alto dos meus vinte e muitos me deu para voltar a ter pele de adolescente?! Há coisa de uns quatro meses para cá então, a minha zona do queixo começou a ficar como há anos não a via. Pior do que isso, até comecei a ter borbulhas nas maçãs do rosto, e eu nunca tinha tido borbulhas noutro sítio que não fosse a zona T. Eu não sou uma pessoa muito preocupada com estas coisas, então de início decidi não dar muita importância. Pensei que tinha sido um ar que se me deu. Continuei a fazer a minha higiene da pele como sempre fiz à espera que aquilo passasse... Mas não. Só ficava pior, e todos os dias tinha uma nova espinha à minha espera. O exfoliante de uma conhecida marca dessas das borbulhas que estava a usar só parecia tornar tudo muito pior... Farta de ser a eterna cara em obras, fui à farmácia aconselhar-me mas queriam vender-me um produto que já tinha usado há uns anos e detestei porque também não ajudou em muito e era muito abrasivo. Como eu queria parar de vez de usar o exfoliante e queria algo que eu soubesse que se não ajudasse ao menos também não "desajudava", fui ao supermercado procurar um sabonete de argila, que tinha usado há uns anos atrás. Cheguei à prateleira e não havia sabonetes de argila, de nenhuma marca, pergunto-me se ainda os fabricam? Mas adiante, nessa mesma prateleira, chamou-me à atenção o sabonete de alcatrão. Não tinha a certeza, mas lembrava-me de ter ouvido alguma coisa acerca daquele sabonete, mas na altura não me lembrava o que tinha sido em concreto ou se era bom para as borbulhas ou não. Decidi arriscar e comprá-lo, também só se perdiam 1.29€ e poderia sempre servir para alguma outra coisa, nem que fosse para decoração que a caixa é linda.
Quando cheguei a casa, fui pesquisar e, tcharan, o raio do sabonete é mesmo aconselhado para o tratamento das borbulhas e diz que até ajuda na cicatrização e no desaparecimento das marcas. Também aconselhado, obviamente, para reduzir a oleosidade da pele e do cabelo. Verdade, quem tem o cabelo oleoso, pode lavar com este sabonete e depois aplicar um bom condicionador.


O sabonete que eu comprei é da marca Ach Brito, mas também existem outros, nomeadamente da marca Confiança. São sabonetes portugueses tradicionais, ou vintage, ou como queiram chamar. Já vi em diferentes superfícies comerciais com o mesmo preço. Tem um cheiro intenso, mas para mim é perfeitamente suportável.
Só sei que estou bem contente com este achado. Lavo a cara com ele de manhã e à noite, depois passo uma água micelar e um bom hidratante porque deixa a pele um pouco seca. Uns dias depois de começar a usar, notei logo a diferença, porque simplesmente deixaram de me nascer borbulhas e vejo a pela a ficar mais limpa e uniforme. Pois é, os antigos é que sabem.

domingo, 18 de dezembro de 2016

sábado, 17 de dezembro de 2016

Ir ou ficar? A grande questão dos nossos dias

Emigrar. É preciso ou está na moda?
Estava eu ontem na costureira de conversa leve com uma rapariga até que vem à baila o facto de eu ter estado no estrangeiro. Essa rapariga, com quem gostei muito de conversar, aproveita para me perguntar sobre a minha experiência e a minha opinião sobre ir para o estrangeiro. Aproveitou para desabafar comigo sobre as pressões que sofre de alguns familiares desde que um primo dela emigrou. Eu dei-lhe a minha mais realista e sincera opinião. Cada caso é um caso, cada experiência é cada experiência, e cada pessoa é cada pessoa. Nem todos somos movidos pelas mesmas coisas. Para algumas pessoas é bom sair e explorar outros horizontes, como foi para mim. Outras, têm mais o que as prenda por cá. Alguns já vão em família, ou em casal, o que torna tudo muito mais fácil. E mesmo alguns desses acabam por voltar. Outros vão sozinhos, enfrentam mais obstáculos, mas alguns acabam por ficar, por mais tempo, ou quiçá, para sempre. Alguns escolhem ir para determinado país por paixão, porque querem mesmo viver ali e não por necessidade, necessariamente.
Na grande emigração dos anos 60, ia-se em família, iam irmãos e primos, e não se voltava tão cedo. Mas a miséria cá era muita. Não se compara. Emigrava-se para sobreviver. Hoje em dia, não nego que algumas pessoas não emigrem para sobreviver, porque lá está, não sabemos o que se passa realmente na vida das pessoas, se têm dívidas ou quantas bocas têm para alimentar. Mas diria que hoje se emigra para viver melhor. Só o facto de balançarmos o ir ou ficar é uma grande diferença em relação aos emigrantes dos anos 60 e 70. E depois o "viver melhor" também é relativo. Cada pessoa terá a sua perspectiva sobre o que é isso de viver melhor.
A tal rapariga, por cá quer ficar, é ligada a isto, à família, à terra, e é muito feliz aqui. Diz que quem vai para o estrangeiro tem uma atitude arrogante em relação aos que ficam. Eu disse-lhe que isso é uma capa protectora, típica atitude de recém-emigrado, que acaba por se diluir com o tempo e a espuma os dias. Diz ela estar farta que lhe digam que lá fora é que é. Eu disse-lhe que as pessoas vão ter sempre opiniões, principalmente as que não sabem um corno sobre nós. No final, só temos que seguir o que nós sentimos, e não o que os outros acham que devíamos fazer.
A única coisa que eu afirmo que sim, totalmente sim, se deveria fazer, é viver algum tempo no estrangeiro - um intercâmbio, uma experiência profissional, qualquer coisa que seja mais que passear - ajuda-nos tanto a ser melhores indivíduos quando voltamos. E se formos a ver, é uma prática muito comum em países mais desenvolvidos.
Mas em algo tenho vindo a reparar, e sem dúvida me deixa feliz, é que desde que regressei a Portugal, fui-me cruzando com muitas pessoas profissionalmente e nenhuma com intenção de emigrar, algumas até muito determinadas em não ir para o estrangeiro. Não sei se os portugueses estão mais optimistas ou mais realistas.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Winter has come

O dia mais frio até agora. Estou aqui que me enregelo toda. Uma pessoa anda motivada e tal, e depois vem este gelo que nos tira até a vontade de sair à rua, ou de fazer qualquer coisa que implique sair debaixo das mantas. Quem me dera ser como a Elsa do Frozen e não me deixar incomodar pelo frio, mas fazer o quê, né? Como são belas as estações... todas elas! Coff coff. Só temos que agradecer.





sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Quando o Natal chega sem dares por ela

video

Pronto, só queria partilhar isto.

O Natal já mora aqui



Em minha casa, gostamos de fazer as decorações de Natal no feriado do 8 de Dezembro, mas como este ano fomos à aldeia na véspera e trouxe algum musgo, aproveitei logo para fazer o presépio e a árvore.
Eu digo isto todos os anos, mas, parece mesmo que desta vez a época de Natal chegou mais depressa, sem eu dar por isso. Em outros anos, por esta altura, já tinha visto o Sozinho em Casa e ouvido o Fairytale of New York umas quinhentas vezes, já tinha ido à pista de gelo, e visitado os mercadinhos de Natal. Este ano a coisa mais natalícia que fiz até agora foi mesmo tratar das decorações. {Ah, também fui à inauguração da árvore de Natal no Porto.}
Parece que este ano o bicho natalino que há em mim demorou mais a acordar. Este fim-de-semana, já vou tratar de ir à pista de gelo e ver as decorações, e quiçá, ver o Sozinho em Casa pela centésima-quinquagésima vez.

domingo, 4 de dezembro de 2016

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Eu que não sou dada a séries melodramáticas...



AMO esta série! Era mesmo de algo assim que eu estava a precisar, e é perfeita para esta altura do ano. Maravilhosamente bem escrita, e interpretada. Para rir, chorar, e pensar.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Conheço tão bem este sentimento

O Natal está a chegar e eu emigrada | P3: "Existe quem cheire a batatas cozidas com Azeite Galo e couve da aldeia, existe quem enche a boca de Brexit e de vontade de mandar o pessoal mais novo “para o país deles”."

Felizmente enquanto estive fora, tive a oportunidade de passar três Natais em Portugal com a minha família. Tal como a autora refere, "por amor".
Numa das vezes demiti-me de um emprego só para vir passar a quadra. Noutra bati o pé com os managers para poder ir a casa tal como eles o iam fazer. Depois quando regressei a Londres fui trabalhar no mesmo dia. E na outra, vim dia 24 e fui dia 26, um stress, porque nunca se sabe como o tempo vai estar e há quem tenha ficado em terra e passado essa véspera de Natal no aeroporto. E claro, gastam-se balúrdios para podermos abraçar os nossos e passar dois dias com eles.
Os outros dois Natais fiquei por lá, mas fiquei bem e na companhia de amigos. No entanto, nem toda a gente tem alguém com quem passar a data em que as saudades de casa mais apertam. A maioria dos emigrantes portugueses de hoje já não vão em família, vão sozinhos.
Conheço bem a angústia destes dias do fim de Novembro e início de Dezembro. Não saber se vamos conseguir ir a casa ou lidar com a tristeza que vai ser uma Natal sem a família. Sempre vi o lado bonito dessa dor. Afinal, se me custa tanto passar o Natal longe da minha família, é porque sempre fui muito feliz nesta quadra, e no resto do ano. Sempre fui muito feliz na minha casa, com os meus.
Hoje estou de regresso ao nosso Portugal, e apesar das dificuldades inerentes a viver neste país (já estamos fartos de saber), regressar foi a melhor coisa que fiz. Assim como ir também foi muito importante. Mas nem sempre a relva é mais verde no lado de lá.

Feliz Natal a todos os que não podem estar junto dos que amam!

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Só ninguém importou este temporal, mas ele cá está

Claro que era preciso importar o Black Friday da América. Colar umas promoções nas montras, distribuir uns panfletos, fazer uns posts no facebook, mandar uns emails.
Como se não houvesse outras formas de pôr o comércio a mexer.
Digo à maneira da Avó Virinha, vão-se f@der vocês mais o black friday!


Não podia deixar de ser

You can be anything you want to be
Just turn yourself into anything you think that you could ever be
Be free with your tempo, be free be free
Surrender your ego - be free, be free to yourself

Oooh, ooh -
If there's a God or any kind of justice under the sky
If there's a point, if there's a reason to live or die
If there's an answer to the questions we feel bound to ask
Show yourself - destroy our fears - release your mask
Oh yes we'll keep on trying

Hey tread that fine line
Yeah we'll keep on smiling yeah
And whatever will be - will be
We'll just keep on trying
We'll just keep on trying
Till the end of time
Till the end of time
Till the end of time




Quando chegas à conclusão que Queen é a banda que mais partilhaste no teu blog O_O 
Freddie eterno. 
 

domingo, 20 de novembro de 2016

Desafio Wanderlust

Decidi responder a um daqueles questionários blogueiros. Uma bela maneira de passar o tempo e que me fez recordar coisas engraçadas. Nunca tinha feito nenhum e agora fiquei com vontade de fazer mais. E o tema deste é... Viagens!



1. Quando e para onde ia o teu primeiro avião?
 Em 2011, para Londres. E para ficar! A primeira coisa que vi foi o avião dos Iron Maiden assim que aterrámos em Gatwick e achei aquilo um máximo. Também fiquei a saber que adoro andar de avião.



2. Qual foi a tua última viagem?
  Bélgica, o ano passado. Este ano passeei pelo nosso jardim à beira-mar plantado!


3. Qual será a tua próxima viagem?
  Nova Iorque. Vou atravessar o "lago" pela primeira vez!


4. Para onde já foste e gostarias de voltar?
 Croácia e Barcelona. E claro que quero voltar aos lugares onde vivi, Montlhéry e Londres



5. Vais viajar amanhã e dinheiro não é problema. Para onde vais?
 Bali. É que era já.


6. Transporte preferido de viagens: avião, comboio ou carro?
 Comboio tem um encanto especial, mas gostava imenso de fazer uma longa road trip de carro.


7. Site preferido de viagens?
 Não frequento sites de viagens, mas adoro o blogue/canal de youtube "Shut up and Go" do qual já falei aqui.




8. Para onde viajarias só para comer a comida local?
 Não preciso de atravessar a fronteira, Portugal FTW! E eu vivo no Porto onde se come bem e barato. Todo o santo dia é uma boa experiência gastronómica. Ámen. 


9. Viajar sozinha(o) ou com companhia?
 Com companhia mas sempre aberta a conhecer pessoas.


10. Sabes o número do passaporte de cabeça?
 Não, mas acabei de renovar!



11. Preferes o assento do meio, corredor ou janela?
 Janela nas viagens curtas, corredor nas viagens longas.


12. Como passas o tempo no avião?
 Dez minutos a ler, o resto do vôo a dormir.


13. Pior experiência de viagem?
 O hostel em Manchester.


14. Melhor experiência de viagem?
 Impossível escolher só uma. Fico-me pela sensação quase indescritível de estares num lugar que naquele momento parece só teu e que o mundo te cabe nas mãos.






sábado, 19 de novembro de 2016

"Fofos" anos 60

Canções eternas... Hoje estive a recordar esta música com os meus pais. Gosto tanto da inocência disto. Banda sonora perfeita para um fim de semana passado em casa.






Ai vida

Eu já disse que gosto muito de basquetebol? Gosto muito. Só sigo basquetebol...


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Are you planning a terrorist act? Like is anyone going to say yes?

A preencher aquela aplicação electrónica tipo visto para visitar os States, e, quando sinto que já lá pus a minha vida toda, vou até ao fim da página e... "step 2 of 6"! F$D@-SE. Tanta coisa e o Trump ainda me vai barrar a entrada. Até porque eu nem pareço uma pessoa com graves problemas mentais na foto do passaporte... coff coff. 

 

Mais um post a bater no lamechas

[Novembro é o meu mês da lamechice.]

Hoje o meu irmão faz 38 anos. Parece que foi há tão pouco que eu era uma criança que queria companhia p'ra brincar, e ele um adolescente que me "esnobava" para ir tocar guitarra com os amigos. E agora somos dois adultos à procura de acertar com esta vida. Mas mais próximos do que nunca.

Amanhã uma grande amiga minha (das poucas que ficaram do tempo de escola) faz 30 anos. Ainda parece que não há nada, andava a colar fotos do Orlando Bloom nos cadernos da escola, e eu lhe dizia que o mocito era feio e mau actor, que Johnny Depp é que era. Passados estes anos, cursos, empregos, cidades e namorados depois, tomamos cafés e jantamos nos mesmos sítios na nossa terra, continuamos a falar de planos para o futuro, e quanto aos actores, já não gostamos nem de um nem de outro.

Uma das minhas melhores amigas começou este ano a tirar o curso que sempre sonhou tirar, depois de investir onze anos da vida dela, incluindo doutoramento, numa outra área. Também, como eu, está a caminho dos trinta.

E pronto, hoje pus-me a pensar nisto. Sinto-me nostálgica, mas orgulhosa acima de tudo. Tenho grandes exemplos na minha vida.

Fomos tropeçando, e vamos tropeçar ainda tantas vezes, mas nunca deixámos de tentar. Estamos todos bem.


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Stop!

Às vezes é preciso parar. Não podemos parar o tempo, mas podemos parar o que estamos a fazer. Ir respirar outros ares, ir ver caras conhecidas, conversar, brincar. Basicamente, lembrar do que a vida é realmente feita. Às vezes é preciso deitar as responsabilidades para trás das costas, a sério que é. Para nos lembrarmos de quem somos e porque é que aqui estamos. Eu nunca quis deixar nada parado, eu sempre cumpri com as minhas responsabilidades, mas a vida é demasiado especial e o mundo é demasiado estanho para mim. Por isso decidi parar. "É um bocado grave", pensaria eu cá para mim. Mas agora reparo que ninguém realmente nota. Ninguém realmente se lembra, e a vida continua. Por isso vou parar o tempo à minha maneira. Vou fazer aquilo a que chamam "viver".


terça-feira, 15 de novembro de 2016

Coisas da bola

Sendo eu alguém que já tinha reparado há muito tempo que o Thomas Muller é um canalha, e se perguntava como é que ainda ninguém o tinha posto no lugar, esta notícia deliciou-me.

http://observador.pt/2016/11/14/thomas-muller-queixou-se-de-jogar-com-equipas-fracas-como-san-marino-e-levou-resposta-a-altura/


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Piores desfechos? Já não espero outra coisa

Então o pessoal está tão surpreendido com a vitória do Trump? Quantas vezes se ganha sem saber bem como, olhem só para o Benfica.


Só que o Trump até dá para perceber porque ganhou. Parabéns a todos os homens brancos heterossexuais machistas e chauvinistas. Pela primeira vez na História dos EUA e da humanidade, estarão representados e a vossa voz será ouvida!!

Uau, realidade, continuas a surpreender-me tanto... só que não!

domingo, 6 de novembro de 2016

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

domingo, 30 de outubro de 2016

O horário das trevas

Isto de mudar a hora foi muito giro. Dormi mais. O meu fim-de-semana ficou mais longo. Mas serem seis da tarde e estar uma escuridão das trevas, é algo a que ainda tenho que me habituar.
E com o calorão que está, nem a mudança da hora nos faz dar as boas vindas ao Inverno. Sinceramente, então fui eu toda lampeira comprar uns chinelos de Inverno tão fofos e ainda tenho que andar com chinelinha de dedo, isto tem algum jeito?? Hehe. Que o calor o calor fique o tempo que ele quiser!

Até de estudar tenho saudades

Hoje fui dar de frente com a latada dos estudantes na baixa do Porto, e a nostalgia que isso não me causou. Ó tempo, volta p'ra trááaás.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Calma aí nos tomates


É dia 27 de Outubro. Estão 28 graus. E acabei de ver a primeira publicidade de Natal na televisão. Choquei.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Outono mon amour


Esta estação inspira-me. As cores. A fartura de frutas. O cheiro das castanhas assadas na rua. Sem dúvida, a estação mais cinematográfica do ano. E o jardim das traseiras parece um cenário imaginado por alguém. E até foi.


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Tão bom tê-los de volta!


Estou naquele "coma induzido" de ficar fechada em casa (bem longe do mundo) a ver as minhas séries favoritas e a não fazer nenhum. Bem precisava de um dia assim.

#shameless #tvterapia


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

"If I was mentally deficient, I would've missed"

 Já lá vão uns anos e esta cena continua a ser das melhores coisinhas para um mental recovery. Simplesmente fantástico.




Das falas que batem forte cá dentro. #2


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Até os cínicos têm os seus momentos de romantismo



"But it isn't enough time!

Never would've been..."


Das falas que batem forte cá dentro. #1

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

#czarnyprotest


Vamos dar apoio a este protesto! Não importa qual o país, direitos humanos são direitos humanos. Não é mulher, nem homem. É HUMANO.
Há uma open letter a recolher assinaturas, aqui fica o link: https://act.wemove.eu/

sábado, 24 de setembro de 2016

Podemos começar pelo abraço, por favor?

Chegas ao fim da semana com a sensação que levaste uma carga de porrada, já nem tens energia para fazer o jantar na sexta à noite, quanto mais sair ou falar com pessoas, e até te custa a levantar da cama no sábado, mas lá te levantas a muito custo quando já é hora de almoço passada. Com o corpo dorido como se tivesses escalado a montanha.



segunda-feira, 19 de setembro de 2016

*swoons*

Aquele momento em que vês o Marcelo e o Sampaio de braço dado em Nova Iorque e começas a "shipar" histericamente o bromance deles. É o momento em que pensas...


...Estou só muito cansada, é isso.


domingo, 11 de setembro de 2016

Já que é p'ra sofrer, bora lá abraçar o sofrimento


As boas filhas (do dragão) a casa tornam. Lugar assegurado nos jogos em casa. Yey! E quando o trabalho me deixar, claro... Força Porto, contigo em (quase) todo o lado!


Domingo é Domingo

Isto tem sido uma roda viva, entre trabalho, farra, e aniversário... Hoje finalmente estou a fazer uma coisa que gosto muito. Ficar em casa o dia todo. Ficar em casa a cozinhar comida boa e a ver bons filmes. Precisava de um dia assim depois dos últimos dias e antes de uma longa semana de trabalho.


Hoje já despachei o "Café Society" do Woody Allen. E tenho a dizer que Woody mais Woody não há. Estão lá os elementos todos. Até parece que estava a ver um best of da filmografia dele. Está longe de entrar para a lista dos meus favoritos mas também não é terrível. Arrancou-me algumas gargalhas, mas lá está, muitas daquelas deixas parecem repetidas dos seus filmes mais antigos.

P.S - Aquela Blake Lively é mesmo linda. Fica tão bem neste género de filmes.


quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Dancing in September

Ba de ya! Say do you remember! Ba de ya! Dancing in September! Pois é, amanhã já chega Setembro e eu fico logo com o raio da música na cabeça. É o meu mês! O mês dos recomeços... E eu, fazendo ou não por isso, tenho sempre algo a começar de novo em Setembro. É por isso que gosto tanto deste mês. E este é mais um ano que não foge à regra, e, para além dos novos desafios, vou viver algo inédito. Pela primeira vez, vou estar a trabalhar no meu aniversário. [wow que escândalo] Vai ser diferente daquilo a que estou habituada, sendo que sempre tive o dia para mim. Quando era miúda, não havia escola, e de adulta, procurei ter sempre o dia livre, porque pá, já que há tantos dias que passamos da mesma forma, ao menos este que seja diferente.
Mas, mesmo no antro laboral, cheira-me que me vou divertir, e muito.

Venha de lá a nova época!


E a música de que falo é a "September" dos Earth, Wind and Fire.

 

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

E hoje na seccção "música que não sai da cabeça"

Os Walk The Moon afirmam que assim se chamam porque querem que a sua música transmita às pessoas essa sensação, de "walking on the moon", que é como quem diz, andar inchado de felicidade. Confere.



P.S - Nick Petricca, you ruined me for men. I turned into a fangirl for you Petricholas!




edit: ver o FCP a jogar, com esta música na cabeça, também faz sentido... "What can I say, this house is falling apart!"

terça-feira, 16 de agosto de 2016

No cat is an island

Acordo com o despertador. Mesmo que tenha acordado vinte minutos antes do despertador tocar, volto a adormecer. Levanto-me e faço a minha rotina matinal calmamente. Saio para a rua, e a ansiedade não vem ter comigo. Entro no metro completamente relaxada. Ataques de pânico, já nem penso neles. O meu corpo regressou à sua normalidade. Continuo a ter certos percalços que aprendi a ter com a ansiedade. Aqueles percalços que não me passavam pela cabeça há dois anos e meio, antes de ter o meu primeiro ataque de pânico. Quando era assim aquela miúda que fazia as coisas sem pensar duas vezes e "bora nessa vanessa". Estou a voltar a ser essa miúda. Já me reconheço. Estou mesmo feliz comigo. Às vezes é preciso dar um passo atrás para dar dois para a frente. Outras vezes, um passo atrás transforma-se em dez para a frente. É preciso parar e pensar "o que é que me faz falta?", e procurar isso mesmo. As nossas necessidades estão sempre a mudar, por isso é importante não nos conformarmos ao que parece que estamos destinados e ir procurar o que nos faz falta. Isso implica fugir às normas. Num certo momento da minha vida, apesar de parecer que nada estava errado, comecei a sofrer de ansiedade. Então, é porque alguma coisa estava errada. E agora vejo que havia tanta coisa errada. Procurei nunca me render à vozinha que me tentava amedrontar. Tentei sempre ultrapassar os obstáculos que a minha mente, e o meu corpo, me iam colocando na frente. E felizmente, nunca deixei de fazer o queria. Mas ainda era preciso algo que fizesse a diferença, a diferença entre fazer aquele esforço extra e não fazer esforço nenhum. E esse algo foi basicamente, um back to basics.
Pessoas, se posso deixar algum conselho: estejam atentos aos sinais do vosso corpo, e estejam atentos ao ambiente que vos rodeia. É um ambiente no qual vocês proliferam? [Proliferar não é uma palavra particularmente bonita mas não me lembrei de outra]. Se não é, mais cedo ou mais tarde, isso vai reflectir-se. Saiam dos caminhos habituais. Nadem contra a corrente.
E escrevo isto sentada na mesa do pátio, sem pressa para ir fazer o jantar, enquanto vou conversando com a minha senhoria e uma amiga dela, e celebramos o facto da gata (que andava escondida há uma semana porque estávamos a tomar conta de uma cadela), ter saído do seu buraco e andar pela casa como se lhe tivesse saído o euromilhões, ou o whiskasmilhões.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Boa, agora sou eu que estou a chorar

Esta história.

A solidão é uma coisa muito séria. E como tudo o que diz respeito à saúde emocional e mental do ser humano, tudo é ainda tão tabu e tão ignorado. Nas grandes cidades e não só, perpetua-se cada vez mais esta cultura e modo de viver. "Cada um na sua vida" não significa vivermos todos como ermitas. E se agora os idosos já sofrem tanto com isto, imagino como será quando a minha geração chegar a esta idade. Nós já somos mais individualistas e alienados do que qualquer geração anterior. Se por um lado as tecnologias nos ligam ao mundo, por outro lado, parece que cada vez mais nos estão a afastar uns dos outros. Mas recuso-me a ser negativa e espero que as comunidades respondam a este flagelo (sei que muitas já o fazem).
Um bravo não só aos polícias nesta história, mas também aos vizinhos que decidiram não ignorar o choro vindo da casa ao lado.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Felizmente o sol aqui volta logo!

O dia de hoje fez-me recordar o verão londrino. Olhar pela janela e ver o "nevoeiro mijão". Pensar, "ah, isto não é nada, nem está a cair chuva a sério". Sair de casa, de sandálias e tudo, e apanhar uma molha nos cinco minutos de casa até ao metro. Tão bom.



É que até foi.

sábado, 30 de julho de 2016

Hands down, o mês mais preguiçoso do ano

Sucintamente, o mês de Julho para mim:

- Chegar a casa e ter coisas para fazer, mas estar tanto calor que se desiste serenamente e sem luta e se fica ali esparramado na cama ou no sofá.

- Adormecer apenas por volta das três da manhã porque até então está muito calor ainda.

- Andar o dia todo mole de sono porque se dormiu pouco de noite.

- Ir à praia ou à piscina apenas a partir das seis da tarde, para não refogar.

- Desejar o eternamente indesejável: duche de água fria.

- Café, sem gelo? Não, obrigada.

- Cerveja que não venha do congelador? Não, obrigada.

- Ir de noite ao café e estar mais calor na esplanada do que dentro do café.

- Sair de casa com o cabelo molhado, e vê-lo secar em dois minutos, e vê-lo a ficar molhado outra vez, porque, transpiração...

- Ter as persianas e janelas fechadas durante o dia e abertas durante a noite.

- O gato não quer colo, e minha nossa, deita-se no chão. 

- Não... consigo... respirar. Alguém que ponha uns cubos de gelo no oxigénio.


terça-feira, 19 de julho de 2016

Afinal, o nosso destino estava TRAÇAdo

Agora que já passaram alguns dias e já deu para digerir a vitória de Portugal no Euro 2016, e já não acordo a tentar perceber se aconteceu mesmo ou se foi um sonho, embora a excitação continue em níveis altíssimos, é chegada a altura de deixar o meu OBRIGADÃO aos rapazes que trouxeram o caneco para Portugal.
Ainda me custa a acreditar no desenrolar dos acontecimentos, porque esta vitória não podia ter sido mais perfeita. Eu já esperava esta chapada na cara dos franceses desde 2000, e a minha mãe desde 1984. E vibrámos as duas imensamente. É que não foi só ganhar o Euro 2016. Também tivémos o brinde de finalmente ganhar aos franceses, e melhor ainda, na casa deles. E também, como eu desejava, Portugal foi campeão sem o Ronaldo. E não tive que esperar anos por isso. Ok, chegámos à final muito por mérito dele (se calhar devia começar a hashtag #desculparonaldo), mas enche-me de orgulho a equipa ter ganho sem ele, porque nós temos uma equipa!
E depois aquele meu lado traiçoeiro adorou o facto de termos sido os "trolls" deste Euro, que lá fomos indo contra todas as expectativas e ganhámos contra todas as expectativas. Nós que tantas vezes a jogar com muita qualidade, fomos atraiçoados, pela sorte ou por isto e aquilo, fomos finalmente recompensados. Eu admito que depois daquele golo no prolongamento contra a Croácia, e depois termos passado nas grandes penalidades contra a Polónia, comecei a pensar que devia haver um motivo bem forte para esta sorte que nos é tão rara. Comecei a ver Portugal na final, e até me atrevi a imaginá-los a levantar o troféu. Comecei a acreditar que com a nossa muralha defensiva, podíamos fazer uma grande surpresa, como aliás já aconteceu com outras equipas. Quando a França jogou contra a Alemanha, torci por eles, porque queria um ajuste de contas. Se Portugal tinha uma pequena hipótese de ganhar esta merd@ toda, então que fosse contra a França. E é que não foi mesmo? Por isso, OBRIGADA por isto tudo! E obrigada também por terem matado a fome de vitórias a uma portista que já não festeja nada há três anos.
Entretanto, vou continuar a ver o golo do Éder, as defesas do Rui Patrício, o levantar da taça e o festejo do Benni McCarthy umas cinquenta vezes por dia. Não, ainda não me fartei. E acho que nunca me vou fartar. Campeões car@lh#!