quarta-feira, 11 de novembro de 2015

E lá vêm os fatalistas com os seus fatalismos

Eu cá sempre vivi nessa tal chamada de crise. Eu cresci naquele que foi durante muitos e largos anos, o único distrito do país sem um quilómetro de auto-estrada, apesar de ser aquele que está mais perto da Europa. Até o comboio nos tiraram no início dos anos 90. Eu venho daquelas gentes do continente, sim os transmontanos, que sempre sobreviveram sem estar a contar com os apoios do governo central. Eu venho de gente que sabe trabalhar a terra, porque acreditem ou não, é o primeiro meio de sobrevivência e sustento do ser humano (!). Eu venho de uma das regiões com a primeira grande massa de emigração do país nos anos 60. Eu própria emigrei há quatro anos atrás. Eu já vi como é estar deste lado, e sinceramente não me sinto mais rica, nem financeiramente nem emocionalmente, só se for em experiências! E agora penso, nos meus singelos 28 anos de vida, quantos governos não vi já eu cair. E quê? Não tenho amiguinhos nos partidos. Por isso, vou só ali ao campo ver se as camélias já floriram.


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