quarta-feira, 4 de novembro de 2015

E lá ao fundo, Sinatra canta...

She gets too hungry for dinner at eight
She likes the theatre and never comes late
She never bothers with people she hates
That's why the lady is a tramp

Doesn't like crapgames with barons or earls
Won't go to Harlem in ermine and pearls
Won't dish the dirt with the rest of the girls
That's why the lady is a tramp

She likes the free fresh wind in her hair,
Life without care
She's broke and it's ok
Hates California, it's cold and it's damp
That's why the lady is a tramp

O Outono tem destas coisas. Quer dizer, para uma nostálgica como eu, é o Outono, o Inverno, a Primavera... Estou a abraçar memórias. E a pensar, "porra, que jornada tem sido". E agora que começo a sentir outros desafios a chamarem por mim, vejo como não podia ter feito as coisas de outra forma, para terem sido da melhor forma. Os meus vintes têm sido mais repletos do que aquilo que imaginei há uns anos atrás. Não podia estar mais feliz por ter tido estes últimos anos para descobrir e me descobrir. Se a vida é feita de capítulos, porque tudo tem um início e um fim, então o da minha juventude, será sempre um milhão de estórias para sorrir. Porque esta idade nos dá aquelas inseguranças em que pensamos que poderíamos estar a fazer um milhão de coisas que não estamos, quando o que realmente importa é o que estamos a fazer agora e não mais vamos recuperar. São as pessoas, e os lugares, que conhecemos e que se calhar não vão ficar nas nossas vidas, mas que são tão parte das nossas vidas. Nada pode apagar o que num determinado momento foi ou é tão importante para nós. E se agora estou (estarei finalmente?) a tornar-me uma adulta, que seja de bem com a vida e de bem com o que já lá vai. E o que está para vir. Que esta lady será sempre uma tramp. Isso eu sei.

Oslo, Setembro 2015, celebrando as 28 primaveras

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