segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Numa qualquer manhã de Inverno

Às vezes chegamos àquele momento, em que temos aquela sensação do beco sem saída. É um pouco diferente quando já estivémos lá mais vezes. E conseguimos sair. Sabemos que desta vez vai ser o mesmo... de uma maneira ou outra vamos sair deste "interregno". Mas depois descabelamo-nos é a pensar, mas quando? Vai demorar? Como? Sem planos, o que importa é começar a abandonar o que não queremos, o que nos faz mal. O resto vai vir e vai acontecer, o que importa é procurar sair do momento. O que importa é não parar. Mas acima de tudo ter muita paciência. Aceitar que hoje ainda não é o dia. Mas vai sê-lo. Brevemente. Mais cedo do que há uns tempos atrás, e mais próximo a cada dia. É importante lembrarmo-nos que o futuro vai ser sempre risonho quando não estamos felizes. Ou vá, quando estamos um pouco menos felizes do que aquilo que e sabemos que poderíamos estar. Porque já passámos por lá. Por esses anoiteceres e amanheceres. E por alguma razão hoje ainda não é o dia. Porque é hoje que moldamos o amanhã. Em que incubamos a nossa alma para estar à altura dos desafios que virão, dos desafios pelos quais desejamos. E os quais temos que desejar, e vamos desejando cada vez mais. Porque o hoje e todos os "hojes" contam, e não podem deixar de contar. Viver o hoje, abrindo os braços para o amanhã. O dia que vai chegar numa qualquer manhã de Inverno.

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