quinta-feira, 14 de agosto de 2014

"Life in that beautiful, crazy and infuriating city continues"



"Like countless others I had a love/hate relationship with London. I struggled for months to find a permanent job, a decent flat, functional housemates and a solid group of friends. There were days when I'd seriously question why people chose to live in a city that ate me up and spat me out at the best of times, where simple tasks were a constant battle. But gradually that cold, grey capital drew me in and seduced me one day, one month, then one year at a time. I felt like London was the world and the world was at my fingertips."

Retirado deste belíssimo texto por Ashleigh Davis.

Ir embora deve ser sempre difícil e estranho, ainda mais quando não é por vontade própria.

5 comentários:

PEQUENOS DELITOS RENOVADOS disse...

Jolly...
Ir embora sem vontade própria, ou seja, ir embora porque é preciso ir-se, é um sentimento duro de perda. Mas lembre-se que ir embora sem vontade é a melhor das idas, pois fica-se com vontade de voltar...
Ou não... gostaria de te seguir, mas meu blog é de leitura imprópria....!!!
Voltarei aqui para saber se obtive autorização!

Joana disse...

É mesmo lindíssimo. Identifiquei-me muito com o que ela escreveu, sobretudo a parte sobre os "momentos precários" como mudar de casa à chuva, viver com flatmates estranhos e cortar o cabelo em casa para poupar dinheiro, porque foram coisas pelas quais passei na Suécia...

Jolly disse...

PEQUENOS DELITOS RENOVADOS, aqui todas as "crenças" são bem-vindas!

É verdade, ir embora sem vontade é apenas levar boas recordações, e como se diz "nunca voltes onde foste feliz". Mas eu quero deixar esta cidade de uma forma serena, quando sentir que chegou a hora, que já vivi o que tinha a viver aqui e que é altura de seguir novos rumos. Ainda assim, vai ser sempre difícil.
É como várias pessoas dizem, viver em Londres é voltar a "viver como estudante", que é sem dúvida a melhor época da vida de alguém (também a mais pobre haha), e fica difícil encarar as responsabilidades e a necessidade de uma vida estável que dificilmente vamos encontrar aqui.

Obrigada pela visita*

Jolly disse...

É mesmo Joana, eu em quase três anos de Londres, só corto o cabelo quando vou a Portugal, e já cortei aqui em casa também uma vez e estou a considerar voltar a fazê-lo. Mas aliás, aqui muita gente faz isso, mesmo os nascidos e criados, porque realmente o cabeleireiro é algo exorbitantemente caro, e, não confiável.
Quanto aos flatmates, quantas vezes eu penso, o que é isto que estou a fazer com a minha vida de estar a pagar um balúrdio por um quarto pequeno numa casa com gente suja e desarrumada e com quem não me dou. É coisa que há uns anos atrás não me importaria, mas quase a fazer 27 começo a ficar sem paciência para o "desconforto".

Beijo

Joana disse...

Também estou quase a fazer 27 anos. É uma idade estranha em que se começa a pensar um bocadinho mais "à frente"... Beijinho