sábado, 31 de maio de 2014

Mind games... mind games everywhere

Porque é que há algumas pessoas que passam a vida a tentar manipular a forma como os outros pensam ou agem? Sem dúvida a vida é uma selva em que alguns são os caçadores e outros são as presas. Ou estes caçadores assumem que este é o seu papel, mas as estas ditas presas nem sempre são passivas aos seus decretos. Ou às suas caçadas, em que as armas são os jogos psicológicos. Esta manipulação é feita de seda, vem em tom de palavras amigas, de conselhos, mas não é preciso ser muito esperto para notar o tom de frieza na suposta preocupação do "caçador". E aí reside o ponto fraco dos caçadores. Subestimam as presas, vezes demais.
Se as pessoas soubessem o quanto me divirto ao vê-las a tentar manipular-me... Se eles ao menos soubessem a quantidade de vezes que eu já vi este filme. Talvez por ter uma personalidade afável, humor leve, não levantar poeira por onde passo e dar-me bem com toda a gente, isso seja confundido com ingenuidade ou burrice. Mas apesar de não levantar poeira, não quer dizer que não veja as coisas. Eu ver, vejo muita coisa, mas dizer, não digo nada. Porque a vida, há que passar por ela a sorrir entre os pingos de chuva e não deixar a alma no que não vale a pena. Por isso que não faço barulho, por isso que não me ponho debaixo de certos holofotes, mas isso não quer dizer que não tenha também frieza na minha alma, que não saiba agir de forma calculista. Esta minha mania de fingir que não reparo em nada nem quando me estão a cantar a canção do bandido também é calculismo. Aliás o mais puro calculismo é meu, deixo subtrair agora para adicionar depois.
Então no final de contas, nesta selva da vida, não seremos todos uma mistura de presas e caçadores?

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Just friends texting in the morning...

- So how was last night?

- It was great! I danced my ass off. How was yours?

- I am now walking home.

- Walk of shame.

- Don't tell anyone but actually we guys call it the walk of pride if you're a boy.

- So sexist.... Dude, I don't get laid for so long that when I do, it will be the walk of glory!




Eu acho que já disse isto mais vezes mas...

Porra, tenho mesmo que voltar a ler em português. A quantidade de palavras, por vezes bem básicas, que eu esqueço e tenho que parar cinco minutos para me lembrar, o que atrapalha logo a escrita/discurso fluídos, é ridículo. Isto é ridículo! Uma tristeza... Quem me lia, e quem me lê!

Isto... eu passo-me com os documentários do Channel 4

Agora mesmo estou a ver um documentário sobre idosas que são prostitutas. Sim, o documentário chama-se "My Granny, The Escort".


Damn you Channel 4.
São velhotinhas fofas com aquelas casas mesmo à avózinha, super aconchegantes e cheias de tarecadas, e muitas delas avós de família, e sem necessidade nenhuma de dinheiro.
Há pouco falava a Sheila (uma ganda maluca), que tem 85 anos, e está a recuperar de uma operação à anca e espera voltar brevemente ao activo. Ela que recebe em média dez clientes por semana diz sem nenhum pudor "I do this because I enjoy it, I enjoy sex, even thinking about it makes me feel better". Go Sheila, são os teus anos. 
 Mas isto é a coisa mais soft que elas disseram. A sério que ouvir avós a dizer "you can cum in my mouth" é qualquer coisa que eu não estava à espera ao ver tv às dez da noite.
Ah! A minha maior curiosidade era só uma e acabaram de responder... a faixa etária dos clientes? Pois que a Sheila já recebeu homens de 80 e homens de 30.
Também achei piada ao facto de elas lhes servirem chá e biscoitos antes de iniciar o acto.



Pergunto-me se pela linguagem usada neste post, vai haver gente que procura porno no Google redireccionada para a minha página. Hmmm. Vou começar a ter leitores. Sex sells.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Uma questão de afinidade(s)

Uma questão de convivência, numa questão de momento. Ou momentos da vida. Quando conhecemos pessoas, não criamos logo amizades. Desde da indiferença até à amizade, há o caminho da afinidade, que pode ser longo ou não, e que pode prevalecer ou acabar de um momento para o outro. A amizade é a amizade, é como amor, é um sentimento. Está ali, existe, pronto. Não nos livramos dela. Na harmonia ou na discórdia, na ausência ou na presença.
Já as afinidades tomam muitas formas. Há diferentes afinidades. Há aquelas que prevalecem, aquelas que se esquecem, aquelas que desaparecem, aquelas que nos enaltecem, aquelas que nos entristecem, aquelas que nos salvam o dia, ou aquelas que nos arruínam a noite. Cada pessoa para cada ocasião. Parece tão frio de se dizer mas é verdade. Todos nós temos grupos com gostamos de fazer coisas diferentes, com quem queremos estar às vezes mas não queremos estar noutras, e elas vêm-nos da mesma forma, e quem diz o contrário está a mentir. Eu já fui daquelas pessoas que achava que podia juntar o "gado" todo, que podia estar com toda a gente ao mesmo tempo, que todas aquelas pessoas diferentes iam achar as mesmas coisas divertidas. Mas não, não é assim. E depois, há aquelas pessoas com quem a afinidade não passa disso, de uma afinidadezinha que não tem muito por onde se desenvolver. Porque ou não temos objectivos em comum, ou não embarcamos nas mesmas loucuras, ou encaramos a verdade, que estamos com aquelas pessoas só e apenas porque são boa companhia, e não conseguimos admitir para nós próprios o quanto são aborrecidas. E o quanto afectam a nossa auto-estima, porque achamos que devemos ser como elas. Porque achamos que são um bom exemplo. E é egoísmo nosso? Ou o que é um bom exemplo? Num mundo onde tanta gente sai à rua com uma máscara, onde tanta gente é um livro fechado, sempre a manter a pose, sempre com a mesma atitude, sempre a querer alcançar a perfeição. É verdade o que dizem, que quando mostramos as nossas fraquezas, criamos mais empatia, tornamo-nos mais humanos. Será por isso que eu gosto de pessoas de palavrão fácil?  E de pessoas que queiram ir sem reservar primeiro. De pessoas que contem coisas inusitadas da vida delas sem ninguém ter perguntado. De pessoas que fazem xixi na rua. De pessoas que repetem o prato.
E deixando de falar no plural, porque isto não é nenhuma análise sociológica, e claramente eu estou só a falar de mim: Foi aí que eu descobri, ou estou a descobrir, que não posso pintar-me apenas de uma côr. Não posso jogar sempre na mesma posição. Não posso ter sempre as mesmas conversas. Não posso falar sempre de livros, ou filmes, ou do futuro, ou das frustrações do presente, ou de estúpidas fantasias românticas. Ou não posso só e principalmente, ouvir falar. Então aí, ganhei confiança, para dizer que não, para não ter medo de perder alguma coisa porque sabia que não estava a ganhar nada. Ganhei confiança para fazer as coisas à minha maneira. Para ser eu mesma, por vezes séria, por vezes tresloucada. Para estar às vezes acompanhada, e às vezes sozinha. Para dizer que não gosto, ou para dizer que adoro. Para não planear nada. E para respirar.
Quanto à afinidade? Sei lá, acho que não existe. Não quer dizer que não nos encontremos de vez em quando. For old times' sake.
E amanhã, sou capaz de ir, ou é capaz de não me apetecer.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Londres é uma aldeia

Pensar que estar numa grande cidade é estarmos sempre rodeados de estranhos, bem, isso é um mito. Nem mesmo vivendo numa cidade com oito milhões de habitantes, escapamos a encontrar uma cara conhecida uma vez ou outra. Já me aconteceu algumas vezes, e geralmente são pessoas que não vejo há uns bons meses, e sempre em locais inesperados.
Mas a diferença entre encontrar uma cara conhecida numa cidade grande ou numa cidade pequena, é que enquanto na cidade pequena se torna numa situação chata e repetitiva e o nossa reacção é mais para o "raios t'a parta, lá tenho eu que o cumprimentar agora" ou até virar a cara para o lado a fingir que se não viu, numa cidade grande, encontrar um conhecido é sempre uma grande festa, dado o insólito da situação. É todo um outro ritual, mesmo que nem tenhamos muita confiança, acenamos que nem uns malucos, gritamos o nome da outra pessoa, abraços, beijinhos, uma alegria! E depois vem a parte de mandar mensagem/contar aos amigos "nem acreditas quem encontrei!".
Ah, grande cidade.



domingo, 25 de maio de 2014

My top 10 workout songs

Eu tenho um problema que é quando saio à noite e bebo, e chego a casa quando já é quase dia, não consigo adormecer enquanto não ficar minimamente sóbria. O que habitualmente faço é comer que nem uma louca, beber água que nem uma louca e ficar no pc a ver coisas até me dar o sono. Mas custa. Hoje pela primeira vez, e depois de um par de horas mal dormidas decidi (estas decisões tomadas sob efeito do álcool...) que não estava na cama a fazer nada e que mais valia pôr-me a andar para o ginásio. Devo dizer que ir para o ginásio ainda meia embriagada é qualquer coisa. Mas foi o melhor que fiz, porque logo após 20 minutos de corrida já estava mais sóbria que a arquitectura neoclássica. E bati o meu record pessoal, consegui correr seis quilómetros sem parar! Yey. Ok, não sou o Mo Farah mas isto para mim significa muito já que antes eu era uma pessoa que odiava correr e não corria, de todo.
Mas tirando esta excepção, o que geralmente me motiva a dar o máximo no gym, é a música que levo comigo. Música que na maior parte não oiço fora do ginásio, mas que dá um jeitaço quando estamos a tentar fazer "só mais cinco minutos".
Aqui ficam as minhas sugestões de batidas que vos vão fazer suar as entranhas, por ordem de impacto. Ha!

10 Pink - God is a DJ

Esta música é tão positiva e upbeat. Perfeita para começar.

9 Avicii - I could be the one

Aqui já entramos na habitual onda de ginásio.

8 Madonna - Die another day

Yeah! Not today, bitch!

7 Alicia Keys - Girl on Fire

Vai pegar fogo! Oh se vai!

6 Linkin Park feat. Jay-Z - Numb/Encore

É o Numb/Encore. No words needed. A pita que ainda há em mim vai sempre pular ao som disto.

5 Avicii - Levels

A sério, esta música foi feita para o ginásio. É impossível não mexer as pernas a este ritmo.

4 Calvin Harris - Feel so Close

Eu até oiço isto bastantes vezes no dia-a-dia. Acho que é minha dance music favorita. E o Calvin Harris é o único DJ que eu era capaz de ir ver ao vivo. Raio do Escocês.

3 Imagine Dragons - Radioactive

Que pica que isto dá. E os meninos vão estar no Optimus Alive.

2 Fort Minor - Remember the name

 "This is 10% luck, 20% skill
15% concentrated power of will
5% pleasure, 50% pain
And 100% reason to remember the name."
Talvez a mais óbvia de todas, é outro Eye of the Tiger, está lá sempre.

1 Kanye West feat. Daft Punk - Stronger

WORK IT HARDER. MAKE IT BETTER. DO IT FASTER. MAKES US STRONGER.


P.S - Eu juro que não sou uma gym freak.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Olha quem voltou


At this time in the morning? Really?

Mas porquê? Porque é que só apanho creeps? Uma moça aqui à espera do homem dos seus sonhos, montado num cavalo preto, ou num motociclo, ou numa bicicleta, ou vá, até pode ser um pedestre que seja minimamente normal, com um pouco de loucura sim, mas assim o bom confiável normalzinho, bem apessoado e jovial, engraçado, ou que tente ter graça pelo menos, e com o que é que leva? Com um creep stalker a fazer jogging às oito da manhã e que a segue desde casa até à paragem do bus.

(Depois de me perguntar direcções para isto e aquilo)

- Where are you from?

- Portugal.

- Of course you are, you look very special, and very attractive...

- Thanks..?

(Tirem-me deste filme)

- Do you wanna go for a coffee?

- No, thanks...

- Can we have dinner sometime?

- I just met you.

- I moved here two weeks ago. Would be nice to be your friend, can we be friends?

- Again, I just met you..

- Can I have your number?

- No, you can't.

- Ok, ok, just one last question. Do you have a boyfriend?

(Finalmente, como não me lembrei eu antes? A verdadeira oportunidade de me livrar do parasita)

- Yes!!

(Respondo eu enquanto por dentro morro um bocadinho e penso que deprimente ter que usar uma força masculina inexistente me livrar de um stalker)

- Oh you have a boyfriend...

(Continuo a caminhar enquanto espero que ele se afaste... Ele não se afasta... Corro para o outro lado da estrada e apresso o passo até à paragem. Ele lá desiste e vai em direcção ao supermercado. Uff)

É que a sério, moço creepy, então andas a tentar engatar miúdas às oito da manhã no centro de Londres? Olha, boa sorte. Às oito da manhã eu não tenho humor nem para falar com o meu príncipe do cavalo preto, quanto mais. Mas a sério! Fuck my life.


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Alguém com vontade a uma tacinha de chá?

Pode ser um tação. Depois desta longa ausência em que sinceramente não tinha muito para dizer, apetece-me conversa. Não é que haja muito para contar. Fui duas semanas de férias a Portugal e desde que regressei ando a pôr a mente e o corpo no lugar. A minha vida tem sido trabalho e ginásio durante a semana, o habitual levantamento do copo aos sábados (sempre depois do gym), alguma procura de emprego e pouco mais.
A chegada do Verão põe-me logo de melhor humor. Devo ser daquelas pessoas que têm depressões sazonais, é que o Inverno dá cabo de mim! Mas Junho está quase aí e o Verão é a minha época preferida para passar em Londres, e não vou enumerar as mil e uma razões, porque acho que já o fiz várias vezes no blog.
Agora é relaxar, dançar, ler muito, passear muito, rir ainda mais, pôr no papel todas as parvoíces que me vêm à cabeça, enfim, tudo o que me faz feliz.
Vamos lá?