domingo, 16 de fevereiro de 2014

Fall in love again

Hoje, depois de muito tempo, o sol voltou a brilhar por estes lados. Esteve um quase autêntico belo dia de Primavera, só faltava a temperatura estar uns cinco ou seis graus acima.
Não há nada como Londres num dia de sol. Talvez pelos britânicos terem que ficar dentro de portas a maior parte dos dias por causa do tempo, ninguém como eles, sabe aproveitar tão bem uns raios de sol. A cidade ganha outra vida. Enche-se de gente feliz. E num domingo, que mais podemos querer? Eu não tinha planos para hoje, mas quando vi a manhã solarenga que estava, sabia que ia ter que dar uma volta e apanhar um pouquinho de vitamina D (que bem preciso) e alegria. E ficar em casa quando está sol aqui, deixa um peso na consciência que nem vos digo! É como se estivéssemos a praticar um crime!
Apanhei então o metro até Waterloo, e caminhei desde aí por Southbank, como tantas vezes já fiz antes e tantas vezes espero voltar a fazer. É sempre bom para o espírito, sempre uma chance de me voltar a apaixonar pela cidade, mas hoje teve um sabor especial. Talvez por causa do sol, ou só porque sim, fui apanhada por uma onda de positividade. A caminhar sozinha, senti-me feliz. Não precisei de mais nada nem de ninguém ali ao meu lado. Só eu e o rio, e a cidade, e todos os estranhos à minha volta que eu tanto gosto de observar.
Parei a ver os skaters, e fiquei lá um bom bocado, deixei-me inspirar por aqueles guerreiros armados com uma tábua de quatro rodas. Uns mais jovens, outros mais adultos, todos com a mesma expressão de seriedade na face, de quem se entrega a uma arte de corpo e alma. Alguns deles com pensos na cara e nos cotovelos, balançando de um lado para o outro, dando uma lição de persistência a todos nós que olhamos para eles. Tentam e tentam outra vez, repetem as mesmas acrobacias quantas vezes forem precisas até atingir a perfeição.
Continuei a caminhar, parei mais uma vez na feira de livros de Southbank, onde já comprei uns quantos noutras ocasiões. Agora ando a evitar comprar livros com pena de um dia ter que deixar tudo p'ra trás. Há alguns que não me importo, há outros a que me apego. Espreitei o que havia, a poesia, os cartoons, as pessoas a ler em pé. Sentei-me num banco já mais perto da ponte de Blackfriars e fiquei ali a ler o meu livro com o sol a bater-me na cara. Só lá para as quatro da tarde comecei a sentir frio e continuei a caminha até Tower Bridge e depois até minha casa.
Quando estava a caminhar até casa estava o sol a pôr-se, o cenário perfeito para a música que trazia nos ouvidos. Um domingo simples e feliz. Que venha a semana que eu estou inspirada.


Such a perfect day, I'm glad I spent it with you, London!

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Psychoanalysis

"Many of those who suffer from nervousness are persons of fine sensibilities, of delicate regard for honour, endowed with a feeling of duty and obligation. Their nerves have tricked them, misled them."

W. R. Houston

Mean Tweets

O Twitter é uma verdadeira ferramenta de bullying online contra famosos. Aliás, acho que esse é o seu primeiro e mais importante propósito. O Jimmy Kimmel aqui há um par de anos começou a pedir a estas celebridades para lerem os mean tweets que as pessoas escrevem sobre elas. Fiquei logo fã deste bloco. Gostei da ideia. Gosto do sentido de humor com que muitos deles reagem às barbaridades escritas sobre eles, e acho que é uma boa maneira de incentivar mesmo nós, pessoas comuns a não levarem os críticos/insultos a sério.
Existem dois blocos mais recentes que eu ainda não tinha visto e adorei!




Job application machine

Estou uma autêntica máquina de mandar CVs. Shooting them everywhere. Porque isto, ou vai ou racha.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

485€


Vivo em Londres, onde toda a gente sabe, não é sítio para fazer dinheiro (a não ser que se trabalhe em finanças), e as rendas são brutalmente caras. O meu salário não é muito mais que o salário mínimo do Reino Unido. Tenho um trabalho da treta, ok, um trabalho com poucas responsabilidades e que não requere formação académica. E fico triste, a sério que fico triste, quando chego à conclusão que a maior parte dos meses consigo ter uma poupança maior do que aquilo que ganha um jovem licenciado a trabalhar a tempo inteiro em Portugal. E às vezes ainda penso eu em voltar e perseguir os meus sonhos. Para viver do quê? O amor não paga a renda. E a estupidez também não.


"Tem que ter carro próprio para pôr ao serviço da empresa (...) a entidade patronal vai pagar apenas por este trabalhador 272.99€". Típico.


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Girls, a série



Comecei a ver esta série da HBO e devorei logo as primeiras duas temporadas e parte da terceira em pouco mais de duas semanas.
Uma amiga sugeriu-me e agora sou eu que sugiro. É um género de drama que faz rir.  Faz-me lembrar outras séries como Six Feet Under, Californication, Nip/Tuck em que as emoções estão ali nuas (literalmente em muitas cenas) e cruas, com um pouco de Shameless à mistura. A série é escrita por Lena Dunham, que também interpreta Hannah, uma jovem tresloucada de 24 anos, aspirante a escritora que vive em Nova Iorque com as suas amigas dos tempos de faculdade, a comportadinha e perfeccionista Marnie, e a aventureira e desapegada Jessa, às quais se junta a prima desta última, a ingénua e caricata Shoshanna.
Gosto da complexidade das personagens e da naturalidade das cenas, às vezes pergunto-me se aquilo estava mesmo escrito ou os actores estão para ali ao improviso. É impossível não nos identificarmos com algumas das personagens, ou não acharmos um bocadinho de nós nelas, nos aspectos bons e maus, no estado mais louco ou mais sano.

À parte desta também comecei a ver o Brooklyn Nine-Nine, que é bom para dar umas gargalhadas. Enfim tudo o que me ocupe o tempo televisivo, enquanto espero por Game of Thrones!

Transmontanices






Vi estes vídeos no facebook, e reparei que o da Miley principalmente está a gerar discórdia. Claro que a discórdia vem sempre dos mesmos comezinhos que como não fazem nada de jeito têm que criticar os actos criativos dos outros. Sempre à espera para apontar falhas. Mas que interessa se tem piada ou não, se é apropriado, se é vulgar. Nem todas as campanhas têm que agradar a toda a gente e em eventos como este que já tem tantos anos e estatuto, penso que há espaço para todo o tipo de promoção, e este sketch está actual e bem pensado numa forma de atrair o público mais jovem e convidá-los a participar mais activamente na feira.

Não sou de Vinhais, mas sou transmontana, e sim, achei piada ao vídeo da Miley, e isso não me faz ser pequenina de cabeça, faz-me ter sentido de humor e ser relaxada o suficiente para não levar tudo tããão a sério, de uma forma tããããão merdocraticamente exaustiva.

É nestes momentos que me lembro como estou a anos-luz da mentalidade de muitas pessoas na minha região. Mas não os culpo, eles ali fizeram as suas vidas, eles ali fizeram o seu "centro do mundo", eles ali ditam as suas normas, porque têm o poder da comunicação social nas mãos. Pois que sejam eles muito felizes com as opiniões que soltam no facebook, já que mais nenhum meio está interessado nelas. E não, não os levo a sério, faz-me até rir e muito.

Ai... Live and let live!!!

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Did someone say football?

American?
Fuck it, I'll take it.

Contagem decrescente para a Super Bowl. Seahawks (Seattle) vs. Broncos (Denver), vou torcer pelos broncos só por causa do nome. Se bem que os Seahawks nunca ganharam, tadinhos.



Fact: a Super Bowl é o evento desportivo com mais audiência dos E.U.A e o segundo mais assistido no mundo, a seguir à nossa Liga dos Campeões.
Fun Fact: o intervalo publicitário da Super Bowl é o mais caro do mundo. Marcas pagam balúrdios para ter os seus anúncios no intervalo do evento.
Even Funnier Fact: o dia da Super Bowl é o segundo dia em que mais comida é consumida nos E.U.A, a seguir ao dia da Acção de Graças. Desconfio que em vez de perú o pitéu seja doritos e onion rings.


Knots

A próxima vez que achar que estou sozinha no mundo, peço ao plano universal para me dar duas ou três chapadas, porque os amigos estão sempre connosco. Podemos não nos vermos ou não falar tantas vezes quantas quereríamos, mas a vida não é essa coisa linear em que os olhos não vêem e o coração não sente. E muito menos a de que não nos encontraremos uma e outra vez.