segunda-feira, 4 de novembro de 2013

E depois do adeus


Já perdi a conta a quantas pessoas eu já tive que dizer adeus em apenas dois anos de Londres.
Muitas vezes foi apenas um adeus cordial do "foi um gosto conhecer-te e desejo o melhor na tua vida", mas outras vezes.. foi um adeus sentido.
O adeus com a tristeza de pensar que aquela é provavelmente a última vez que vamos ver aquele amigo. Porque optimistas como sejamos, sabemos bem que a vida continua e não é fácil rever fisicamente quem vive noutra ponta do mundo. É o preço de morar numa grande metrópole. Há sempre gente a chegar mas há sempre gente a partir.
Agora tenho amigos aqui e ali, gente com quem vivi momentos marcantes, partilhei sonhos e receios, tive conversas mirabulantes e fui feliz. Depois do adeus ficam as memórias e a certeza que estes amigos também se vão lembrar de mim. E sou feliz por isso.
Feliz por ter pedacinhos de mim por aí espalhados...na Europa, no Canadá, no Brasil, no Dubai, na Austrália...e hoje foi lá foi outro pedacinho de mim para o México. Parece-me que estou a arranjar uma boa razão para uma volta ao mundo, quiçá.

2 comentários:

Joana disse...

A mim acontece-me o mesmo. Dói tanto... Cheguei a jurar a mim mesma que ia parar de fazer amizade com estrangeiros e apostar nos suecos, que em princípio não vão a lado nenhum, mas enfim, não é possível controlar nem calcular certas coisas...

Jolly disse...

Mesmo :S difícil criar raízes por estas bandas, mas eu já sentia o mesmo quando morava em Portugal porque muitos amigos estavam a sair. Talvez seja mesmo assim, toda a gente está em movimento e a única estabilidade que se pode ter é criando uma família, tarefa que eu vejo muito muito difícil... Enfim. Sempre terei os meus cães xD
Beijinho