sábado, 12 de outubro de 2013

She dreamed of para, para, paradise...

Tenho tendência a esquecer o que sonho assim que acordo, tirando os pesadelos. Não tem piada nenhuma isto, não me lembrar das coisas boas. Só reparo que às vezes acordo muito feliz e com um sorriso mas não me consigo lembrar do porquê. Hoje, devido a uma alergia que me provoca um certo desconforto, o sono foi leve e logo, passei a noite a sonhar. E tive um sonho, do qual me lembro, e no qual pensei várias vezes ao longo do dia. Foi um sonho longo e curioso. Começava comigo a passar por salas onde encontrava amigos e familiares, entrava numa sala, e estava lá um grupo de pessoas que estão/estiveram na minha vida, felizes e sentados a uma mesa, saía e entrava noutra sala e estava lá outro grupo de caras conhecidas e assim sucessivamente, e estava-me a sentir muito bem a andar de sala em sala, a conviver com os amigos até entrar por outra porta e já não ser uma sala nem estarem lá nenhuns amigos, aliás não estar lá ninguém, estava sozinha num mato e não conseguia voltar atrás, já não havia porta. Aí o sonho começou a ficar mau, pois eu sentia-me terrivelmente sozinha no mundo e não sabia onde estava, continuei a andar e o mato era escuro e só havia teias de aranha, eu ia tirando uma a uma da minha frente e continuando a caminhar até que saí do mato assombroso e fui parar a um lugar lindíssimo. Voltei a sentir-me feliz, aliás muito feliz. Eu subia umas escadas e estava numa ponte, espécie de um aqueduto/palácio construído sobre colunas gregas, acima de um rio/praia com água transparente e cristalina, águas calmas a convidarem a um mergulho. É difícil de descrever mas é o lugar mais bonito que eu já vi (a dormir ou acordada). Já agora, pergunto-me se este lugar existe mesmo, algures nas ilhas gregas, quem sabe. Não seria awesome sonhar com um lugar real onde nunca estive? Pelo menos já estive lá em sonhos. Pois há coisas que só mesmo in your dreams!
Bem, eu pensei neste sonho várias vezes hoje, porque achei engraçado, todo aquele desenvolvimento. Não é que acredite que tenha algum significado porque penso que os sonhos não são mais que toda a informação que o nosso cérebro acumulou ao longo do dia mais uma pitada de medos com um cheirinho de recalcamentos, mas gosto do simbolismo da coisa. Andar de sala em sala foi basicamente o que fiz e tenho feito, mudar de trabalho, de ambiente, lugares, amigos. Também me fez pensar na minha tendência a cansar-me depressa das coisas e querer sempre estar onde não estou, abrir outra porta. O mato e as teias, bem, as batalhas do dia-a-dia, e sim muitas vezes me sinto sozinha (principalmente quando estou de TPM e exageradamente dramática e acho que estou abandonada à minha própria sorte e vou ter que passar o resto da minha vida assim, mulheres). Solitária principalmente agora, uma fase mais casa-trabalho-casa, em que passo tempo exagerado comigo própria (os amigos queixam-se do mesmo e estamos a tratar de nos vermos mais vezes but reality always hits back, nunca estamos juntos tantas vezes como gostaríamos). Até aqui faz muito sentido. Mas e aquele lugar? O que será? Hmm. Sim, quero estar a viver num lugar bem mais calmo daqui a uns anos, paz e natureza e tal. mas os meus standards nem são assim tão altos, para sonhar com um paraíso na terra. Ou será o outro lado? Ok, agora já estou mesmo a divagar.
Porra, vida social está mesmo a zero, este é o tipo de conversa que estaria a ter com amigos no café, depois de duas cervejas bebidas, e não coisa que escrevesse num blog, com uma caneca de chá ao lado do portátil. E num sábado à noite. Oh bida.




E o meu sonho também me fez lembrar isto:


The place where I wanna be is the place I can call mine. Snif!


E isto (esta música costumava ser o meu despertador, agora é a Kiss me do David Fonseca, descobri que são as duas únicas canções que me relaxam em vez de irritar na hora de despertar):


Já agora, quando perguntaram o porquê deste vídeo a um gajo dos Coldplay (provavelmente o Chris) a resposta foi "In a perfect world every sad lonely elephant would find its own rock band".
Snif ao quadrado.

1 comentário:

Joana disse...

Gostei dessa análise :) dizem que sonhamos todos os dias mas que não nos lembramos daquilo com que sonhamos. Tenho um bocado de dificuldade em acreditar nisso porque eu raramente "sei" que sonhei e quando me lembro é porque foi um pesadelo. Para isso prefiro nem me lembrar, haha.