segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Crimewatch: Madeleine McCann

Suponho que em Portugal o caso Maddie esteja na calha outra vez, só pelo facto que por aqui está de volta à ribalta. Isto porque o programa Crimewatch da BBC produziu um filme que faz a recostrução dos eventos da noite em que a pequena desapareceu, sim com actores e tudo (que diga-se de passagem bem mais bonitos e jovens o casal na realidade) a ser transmitido logo, às nove da noite (BBC1).
Pelos vistos, tudo está muito curioso por ver o Crimewatch (estava eu às sete da manhã a entrar no elevador no trabalho e já dois cámones a falar disto) porque pelo que consta vão ser divulgados novos dados pela polícia, e que podem ajudar a desmantelar o que realmente aconteceu, inclusive dois retratos robot descritos por diferentes testemunhas que apresentam o mesmo rosto, supostamente o indivíduo que foi visto a entrar no complexo de apartamentos da Praia da Luz naquela noite.
Com tantas crianças a desaparecer neste mundo, chega a um ponto de ridículo o mediatismo que foi criado à volta deste caso. Aqui, claro, os McCann são sempre tratados pelos media como vítimas e coitadinhos que estavam a passar umas férias na praia em família e perderam a filha. Ai, coitadinha desta família inglesa rica e branca e com bons conhecimentos, eles não merecem tal coisa, são tão apessoados, que tragédia. Pois claro que não, ninguém merece. E eu espero, que se ela não for encontrada, que encontrem ao menos uma resposta. Mas haja bom senso. Estes pais deixaram uma menina de três anos e dois gémeos bébés sozinhos numa casa enquanto foram jantar fora (e o restaurante ser do outro lado da rua não é desculpa). Claro que passados estes anos ninguém os vai culpar por isso, e não foram os primeiros nem serão os últimos. Mas que assumam a responsabilidade que tiveram no desaparecimento da filha e não se armem apenas em heróis. Hoje lia um excerto de uma entrevista no jornal Metro em que a Kate McCann dizia qualquer coisa como nós não fizémos nada de mal, quem foi lá e tirou a nossa filha é que fez. (Não encontrei o excerto da entrevista). Mas eu pergunto, pergunto, será que não lhe dói um bocado lá dentro a escolha que ela fez essa noite? Não lhe ficaria bem um "Não protegi a minha filha e fiquei sem ela, por favor, ajudem-me!" Ganhava a minha simpatia, não que isso seja importante...
Se calhar estou a ser um bocado dura, mas falando do fundo do meu honesto coração, estou farta dos McCann até às orelhas.



Já nem uma pessoa pode afogar as mágoas numa tablete

Foi bastante noticiado por cá na semana passada que o preço do chocolate vai subir e muito até ao natal. Podem começar a "panicar" agora.
A razão disto é o aumento do preço do leite em 50% e da manteiga de cacau em 70% (!!) neste último ano, e que claro, eleva e muito os custos de produção para os chocolateiros.
Ai porra, a vida está literalmente mais amarga que doce para os senhores chocolateiros, e claro para nós também. Sendo que o preço pode ter uma subida de 21 pence (devem ser uns 30, 40 cêntimos) por 100 gramas de chocolate, vai ser coisa para se notar.
A minha pergunta é, as pessoas vão comprar na mesma ou vai tudo passar o natal de dieta? Doces não faltam, mas o Inverno sabe ao quê?? Pois! Isto até me faz pensar que a campanha do quadradinho de chocolate da Milka até que está bem aplicada. Vamos passar o Natal a trocar quadradinhos de chocolate em jeito de solidariedade.
Eu sei que estou para aqui queixar-me de barriga cheia de rabanadas, filhós e bolo-rei, mas essas só aparecem no Natal, as mulas, o chocolate é o nosso melhor companheiro durante nove meses de Inverno!
Só nos resta esperar que para o ano, o tempo seja mais simpático com as cacaueiras. E as vacas.

Notícia do Telegraph

Notícia do Daily Mail

Na mesma notícia dizem que o preço do cereal também aumentou, já só me faltava que subam também na cerveja.

domingo, 13 de outubro de 2013

A tocar vezes sem conta


 



Oh some people get freak at me
Some people can’t see that I can oh! (see)
Some people wanna see what I see
Some people put an evil eye on me


I have the evil eye, I I I see your soul,
Your wear it on your face, it’s what evokes you to


 Os meus Franciscos Fernandos têm que parar de fazer músicas assim que eu adoro!

sábado, 12 de outubro de 2013

She dreamed of para, para, paradise...

Tenho tendência a esquecer o que sonho assim que acordo, tirando os pesadelos. Não tem piada nenhuma isto, não me lembrar das coisas boas. Só reparo que às vezes acordo muito feliz e com um sorriso mas não me consigo lembrar do porquê. Hoje, devido a uma alergia que me provoca um certo desconforto, o sono foi leve e logo, passei a noite a sonhar. E tive um sonho, do qual me lembro, e no qual pensei várias vezes ao longo do dia. Foi um sonho longo e curioso. Começava comigo a passar por salas onde encontrava amigos e familiares, entrava numa sala, e estava lá um grupo de pessoas que estão/estiveram na minha vida, felizes e sentados a uma mesa, saía e entrava noutra sala e estava lá outro grupo de caras conhecidas e assim sucessivamente, e estava-me a sentir muito bem a andar de sala em sala, a conviver com os amigos até entrar por outra porta e já não ser uma sala nem estarem lá nenhuns amigos, aliás não estar lá ninguém, estava sozinha num mato e não conseguia voltar atrás, já não havia porta. Aí o sonho começou a ficar mau, pois eu sentia-me terrivelmente sozinha no mundo e não sabia onde estava, continuei a andar e o mato era escuro e só havia teias de aranha, eu ia tirando uma a uma da minha frente e continuando a caminhar até que saí do mato assombroso e fui parar a um lugar lindíssimo. Voltei a sentir-me feliz, aliás muito feliz. Eu subia umas escadas e estava numa ponte, espécie de um aqueduto/palácio construído sobre colunas gregas, acima de um rio/praia com água transparente e cristalina, águas calmas a convidarem a um mergulho. É difícil de descrever mas é o lugar mais bonito que eu já vi (a dormir ou acordada). Já agora, pergunto-me se este lugar existe mesmo, algures nas ilhas gregas, quem sabe. Não seria awesome sonhar com um lugar real onde nunca estive? Pelo menos já estive lá em sonhos. Pois há coisas que só mesmo in your dreams!
Bem, eu pensei neste sonho várias vezes hoje, porque achei engraçado, todo aquele desenvolvimento. Não é que acredite que tenha algum significado porque penso que os sonhos não são mais que toda a informação que o nosso cérebro acumulou ao longo do dia mais uma pitada de medos com um cheirinho de recalcamentos, mas gosto do simbolismo da coisa. Andar de sala em sala foi basicamente o que fiz e tenho feito, mudar de trabalho, de ambiente, lugares, amigos. Também me fez pensar na minha tendência a cansar-me depressa das coisas e querer sempre estar onde não estou, abrir outra porta. O mato e as teias, bem, as batalhas do dia-a-dia, e sim muitas vezes me sinto sozinha (principalmente quando estou de TPM e exageradamente dramática e acho que estou abandonada à minha própria sorte e vou ter que passar o resto da minha vida assim, mulheres). Solitária principalmente agora, uma fase mais casa-trabalho-casa, em que passo tempo exagerado comigo própria (os amigos queixam-se do mesmo e estamos a tratar de nos vermos mais vezes but reality always hits back, nunca estamos juntos tantas vezes como gostaríamos). Até aqui faz muito sentido. Mas e aquele lugar? O que será? Hmm. Sim, quero estar a viver num lugar bem mais calmo daqui a uns anos, paz e natureza e tal. mas os meus standards nem são assim tão altos, para sonhar com um paraíso na terra. Ou será o outro lado? Ok, agora já estou mesmo a divagar.
Porra, vida social está mesmo a zero, este é o tipo de conversa que estaria a ter com amigos no café, depois de duas cervejas bebidas, e não coisa que escrevesse num blog, com uma caneca de chá ao lado do portátil. E num sábado à noite. Oh bida.




E o meu sonho também me fez lembrar isto:


The place where I wanna be is the place I can call mine. Snif!


E isto (esta música costumava ser o meu despertador, agora é a Kiss me do David Fonseca, descobri que são as duas únicas canções que me relaxam em vez de irritar na hora de despertar):


Já agora, quando perguntaram o porquê deste vídeo a um gajo dos Coldplay (provavelmente o Chris) a resposta foi "In a perfect world every sad lonely elephant would find its own rock band".
Snif ao quadrado.