segunda-feira, 30 de setembro de 2013

La Cage Dorée


Finalmente vi o filme. Devo confessar que tinha muita curiosidade e estava ansiosa por ver. Desde logo por ser uma comédia que brinca com estereótipos. E estereótipos portugueses são talvez aqueles com que eu rio mais. Não me sinto afectada com piadas de portugueses. É como aquelas situações ridículas que nos acontecem e nos deixam envergonhados, mas que passado semanas, meses, anos, são as situações que mais nos fazem rir. Depois, achei que o filme me iria dizer muito, por ser filha de emigrantes na França e por eu também ser emigrante.
Lembro-me que há uns tempos houve uma algazarra porque o Miguel Esteves Cardoso disse que o filme era "uma merda". E alguns comentaram que quem nunca foi emigrante ou não tem emigrantes no estrangeiro não iria entender o filme. Pois, sei lá eu com que olhos o MEC viu o filme. Com um olhar crítico, seguramente. Mas como não li a crónica em questão, não posso falar. Falaria ele mais do aspecto técnico? Ou não gostou mesmo da trama?
Eu só por mim posso falar, e a verdade é que ri muito e emocionei-me com o filme. Vi com um amigo português e outro brasileiro. E também eles riram e ficaram com a lágrima no canto do olho.
A verdade é que as personagens dizem-me tanto, como se fossem inspiradas na minha família, na gente que eu conheço. E todas as situações. A minha família regressou a Portugal mas eu imagino que muitas daquelas coisas iriam acontecer comigo se tivéssemos ficado a viver em França.
E toda a "portugalidade" do filme fez bater uma nostalgia cá dentro. O apego à família, ao trabalho e os brandos costumes. Ser português é tão depressa discutir com os pais/filhos/irmãos como abraçá-los. É encher o prato, levar a marmita atrás p'ra todo o lado, e estar o tempo todo a falar de comida. É passar um ou dois dias a limpar a casa quando se recebem visitas. É gostar da bola. É criticar a vida dos amigos no café, mas ajudá-los quando precisam de nós. É gozar a vida reunindo família e amigos à volta de uma mesa. E ser português é ser saudoso, e altruísta, e mexeriqueiro, e desenrascado.
Sim, são estes os adjectivos com que eu descrevo os portugueses, com que eu me descrevo a mim.
O realizador Rúben Alves dedicou o filme aos pais. Sortudos eles por ter uma homenagem tão doce. Há muitos "Rúbens" na França e em Portugal que tenho a certeza que se vão identificar com o filme. Sem dúvida que ele captou bem uma realidade, a emigração, que está tão presente na nossa cultura, mas da qual não se fala muito em Portugal. Algo que até se calhar se evita? Mas porquê? Quando os portugueses fora do país são na maioria cidadãos exemplares, trabalhadores aplicados e excelentes companheiros? Será porque as mulheres têm bigode, é isso? Ora bolas.
Somos um país com uma identidade muito forte. Temos jeitos tão próprios e não sabemos. E sim, a nostalgia. A nossa nostalgia é tão bonita. Porque somos passionais. Somos saudosos do passado e saudosos do futuro. Ora vejam só o que eu p'ra aqui me pus a escrever só para falar de um filme que vi no sábado à tarde. Tchh. Sou mesmo tuga.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

British english vs. American english

Em Portugal aprendemos o inglês britânico na escola, mas depois, ligamos a televisão ou rádio e, tirando o Britcom na RTP2 ou um ou outro documentário, o inglês que estamos habituados a ouvir, e logo daí a adquirir o vocabulário e maneirismos é o americano. Na verdade, tal como acontece com o português do Brasil e o europeu, existem muitas diferenças. Começando pelas palavras escritas de forma diferente, com um "u" ou menos um "u", com "y" ou um "i", até às milhentas palavras distintas que se usam nos dois lados do atlântico, e depois claro, está a forma como se pronunciam as mesmas. Por cá diz-se que "UK and US are two nations divided by a common language" ou qualquer coisa assim, pois tal como nós e os brasileiros, cada um chama o boi por um nome diferente.
Eu tento escrever inglês britânico e maioritariamente falar as palavras usadas por cá, mas digo muita coisa americanizada e não me importo com isso. Na verdade, eu prefiro o inglês americano. Alguém disse blasfémia? Sim, prefiro, e a razão é muito simples. Os americanos transformaram positivamente a língua. Tornaram-na mais acessível, mais "straight to the point", e eu, digamos que sou uma pessoa prática. Menos é mais. Os ingleses usam muitos floreados, mesmo nas frases e termos mais comuns do dia-a-dia. Tudo o que foge à norma, é slang.
Já com os sotaques, não me importo muito. Na verdade eu nem gosto de sotaques. Como dizia entre amigos no outro dia, gosto do sotaque escocês porque me faz rir, todos os outros me passam ao lado, e se muito carregados, eu desprezo-os profundamente. Acreditem que estar duas ou três horas a ouvir um britânico a falar é coisa para me fazer bater com a cabeça na parede e tentar perder os sentidos. Principalmente aquele sotaque mais posh (ou uptown, aristocrático, o que lhe quiserem chamar...). Não sou fã do sotaque britânico. Devo ser a única rapariga no mundo haha. Não tem nada de sexy. Isso foi tudo um esquema para vender o James Bond. Duas ou três frases soam bem, sim, concordo, ainda mais se vierem da boca de um indivíduo bem apessoado. Mas para mim, se tiver que passar uma tarde a ouvi-lo, dispenso, ou então tenho que me concentrar com muita força para não ter um ataque súbito de fúria causado por efeitos sonoros. Toda a gente os tem!

 E tudo isto tem um fundo de hipocrisia da minha pessoa, reparo agora, porque não sou da mesma opinião no que conta à língua portuguesa. Eu acho que os brasileiros fizeram coisas maravilhosas com a língua, e também eles, como os americanos, tornaram as coisas mais simples, e os termos mais curtos (quanto os meus amigos brazucas se riem quando me ouvem dizer coisas como pastilha-elástica, casa-de-banho...), só que gosto de escrever à portuguesa. Gosto de facto, gosto de acção.
Ora se temos que complicar e florear, façamo-lo na escrita! As palavras ficam bonitas. Também o inglês eu gosto de escrever à inglesa. Então esperem lá, a minha opinião mantém-se a mesma... Pois!

Mas bom, isto tudo para fazer um face to face entre termos britânicos e americanos. Coisas que fui aprendendo por cá, e outras que já sabia.
Ora vamos lá então a algum vocabulário! Usem o que vos cair melhor na boca!
              
               
     UK                                                                                                         US                                

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Sorriso do dia


Haha... Abaixo os plasmas pelo bem-estar dos gatos! Bom Dia!

domingo, 22 de setembro de 2013

Who's the boss??


Eu não sou de certeza, armada com o meu mega guarda-chuva nos dias que não chove, que tótó. Bollocks.

Open House Weekend

O penúltimo fim-de-semana de Setembro é o Open House Weekend. Dois dias em que centenas de edifícios emblemáticos de Londres abrem as portas gratuitamente. Estes edifícios cobram entrada ou não permitem de todo visitantes durante o resto do ano, e a ideia é tornar a arquitectura acessível a todos. Porque não podemos nós, mesmo sem sermos homens e mulheres de finanças, so-called-city-high-flyers, sentir o que é estar dentro do Gherkin? Só temos que esperar várias horas na fila do Open House Weekend... Bazinga! Pois, este fim-de-semana já é um evento de culto, e claro que muita gente adere e se levanta cedo da cama e prepara a marmita para esperar horas à porta dos edifícios mais populares e ter a oportunidade de entrar. Noutros, as filas não levam assim tanto tempo. Eu espero para o ano ter a oportunidade, ou seja, o fim-de-semana livre e estar na cidade, para me preparar e entrar no máximo de edifícios possíveis. Este ano só fui a um. Ah pois. Mas pelo menos, posso dizer que ainda aproveitei a oportunidade. Como ontem estive a trabalhar, só tive a manhã de hoje para me juntar a uma das filas. O meu escolhido foi a Tower Bridge.
Acho que já deu para perceber que adoro esta ponte e todo aquele quadro envolvente, a torre de Londres, a City, as docas, a cúpula da St. Paul's Cathedral lá ao fundo, e claro, o Tamisa. Podia eu perder a oportunidade de entrar nas torres da ponte ou visitar a sala dos motores que movem o tabuleiro?
É possível visitar a ponte por dentro em qualquer outro dia mas paga-se bilhete. Quando passámos às nove da manhã pela entrada, vimos que a primeira visita ia ser às dez com vinte pessoas, ora, como éramos menos de vinte na altura, eu e o Silverboy decidimos juntar-nos porque só teríamos de esperar uma hora, Mas claro, que depois é o velho truque do amigo que se atrasou porque ainda estava no combioi ou a tia que foi comprar café, então a fila inchou por magia e ficámos nos números 21 e 22! I should be so lucky! Resultado: esperar mais uma hora pela próxima visita. O Silverboy queria desistir (o mesmo rapaz que o ano passado esperou sete horas para entrar no Gherkin) e ir tentar outros edifícios mas eu mantive-me fiel às minhas convicções e decidi que ficava. Afinal era só mais uma hora e tínhamos a certeza que na próxima entrávamos, já que éramos os primeiros da fila. Conversa daqui, conversa dali e a hora até passou surpreendentemente rápido. Lembrei-me agora que o nosso assunto principal de conversa foram as autárquicas, ou melhor, os posts que lemos no facebook sobre isso. Estamos um pouco a leste, diga-se, a norte. Mas pelo que vejo, as autárquicas continuam divertidas como sempre...
A ponte!
Pois, valeu bem a pena, já que não há nenhum limite de tempo e podemos andar lá em cima a apreciar a vista o quanto quisermos. A juntar a isto, duas exposições, "Bridges of the world" e "This is London", dois pequenos filmes, um a explicar a história da ponte e outro, a forma como a energia hidráulica é usada para mover os tabuleiros. Que por falar nisso, a ponte abriu enquanto estávamos lá em cima! Ah! E para terminar a engines room. O coração, fígado e tripas da Tower Bridge.

Ficam aqui algumas fotos da visita à Tower Bridge num domingo de Outono em Londres :)


O engenheiro, o arquitecto e a rainha falam-nos de como tudo começou!






Hahahaha bullying ao escoceses, sempre!

A melhor descrição. É isso.


Não sabia, mas bem interessante este episódio. Vou pesquisar.


A ver os pópós e as pessoas cá de cima.

Na sala dos motores.

Aqui punham o carvão...

para pôr esta menina a mexer.


sábado, 21 de setembro de 2013

When West met East

O trabalho leva-me por vezes a movimentar-me de oeste a este de Londres no mesmo dia. Nesses meus trajectos claro está que faço muito people watching, e é curioso ver que dois lados da mesma cidade são duas diferentes realidades.
A diferença começa nos surroundings, na arquitectura e perpetua-se no ambiente que se sente.
Sim, não é segredo ou mistério, o este de Londres não é tão bonito, é cinzentão, é quadrado, sisudo por vezes. Não tem o mesmo glamour ou luxo do centro e oeste. Quando se passa de Aldgate, é muito "fabril", muito igual e repetido.
Mas não é um cenário de um filme de terror, longe disso. É cheio de pessoas e vida. Eu não considero que o este de Londres é para o "ghetto" como muita gente afirma. Sim, é nesta zona que vivem muitos emigrantes, muitas famílias que não têm tantas possibilidades e não outra escolha senão a de viver no lado feio e barato (ou não tão caro). Se bem que as comunidades de emigrantes estão espalhadas um pouco por toda a cidade, norte, sul, este, e até oeste (entra aqui a piada de um amigo meu que dizia que White City é tudo menos white). Mas sim, o oeste é predominantemente dos "riquinhos".
O Este é a Londres árabe, a Londres do oriente (bom, talvez Knightsbridge leve o título, o nosso amigo Vale e Azevedo não se importou nada em viver lado a lado com os árabes), onde quase todas as ruas cheiram a caril. Mas nesta Londres árabe habitam também muitos europeus e muitos ingleses. Velhos e novos. Com diferentes ocupações. Também andam por lá muitos profissionais e muitos artistas. O Este tem vindo a mudar drasticamente nos últimos anos. A abertura do Whestfield Shopping centre e a construção do estádio e da aldeia olímpica em Stratford foi o grande motor da mudança que se continua a fazer para uma cidade cada vez mais uniforme. Mas também não acho que o Este tenha que perder a identidade. É diferente, e tem que se manter diferente. Pois que não podem ser só casinhas vitorianas por todo o lado. Venham daí outros edifícios. A população da capital continua a crescer e temos que caber cá todos. Falta de espaço por enquanto não é problema, esta cidade geograficamente parece que não tem fim. E para que lado vai estender? Hmm. Aos poucos e poucos, a fronteira invisível que separa o Este e o Oeste de Londres vai deixando de existir. Não, não se trata de nenhum muro de Berlim, cruzes credo, mas sim uma diferença cultural. E agora vamos lá à questão, isso é bom ou é mau?

Typical East

Typical West


Opinião prática da Jolly: Eu nem vivo nem a Este nem a Oeste, vivo no centro, ali bem no meio, abaixo do rio. Por isso e que opino! Adoro viver aqui porque estou perto de tudo, há muitos transportes e a Tower Bridge está a 15 minutos a pé. Demoro apenas 30 minutos a chegar ao trabalho, 20 minutos nos dias em que o metro ajuda. Já vivi no oeste, em West Kensington, onde até quartos partilhados podem ser estupidamente caros, e os meus colegas brincavam comigo e diziam que eu era "posh". Foi a minha primeira casa em Londres. Gosto mais de viver aqui. Se me mudaria para East London? Sim, para uma casa jeitosa com uma renda sensata. Mas nunca para lá de Stratford.

Song of the week #???



"Well, I made it into the real world, but I'm not living in the real wooooorld"

Eu já disse que adoro Bela e Sebastião, já já já? Acho que já. De vez em quando lá me lembro de os ouvir.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

What. A. Day

6:30 - despertar (com a nariz rançoso da constipação nhac);
7:30 - sair de casa;
8:00 - começar a trabalhar;
9:45 - pausa para o pequeno-almoço que não tive tempo de tomar em casa, ovos e bacon, reforçado, porque vou pular a hora do almoço porque quero sair mais cedo;
15:00 - sair do trabalho e entrar no metro;
15:15 - sair do metro, apanhar uma molha entretanto, engolir um cheeseburger do McDonald's e uma madalena que levei de casa (e pensar que semana merdosa em termos de alimentação);
15:30 - ir para o curso de jornalismo;
17:45 - esgatafunhar o último asignment da aula, entragar à tutora e sair a correr;
17:50 - entrar no metro;
18:05 - sair do metro e correr para a entrevista de um trabalho em part-time;
19:00 -  chegar a casa, beber um copão de água, pegar na carteira e sair para ir ao supermercado;
20:30 - jantar;
21:00 - beber chá com lima e mel (a ver se isto passa), escrever este post e ver o Educating Yorkshire;
22:00 - escovar os dentes e aterrar na cama (espero).


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Outono, meu lindo Outono!

Este domingo regressa esta:



E no próximo domingo, esta:



FINALLY!


domingo, 15 de setembro de 2013

2 years*


Sei lá se o tempo voou ou não. Umas vezes depressa, outras devagar. Mas quando penso em tudo que já fiz, de todos os lugares por onde passei, de todas as caras com quem me cruzei. Sim, dois anos. Faz sentido.

Claro que o dia não podia passar em branco, ainda por cima um domingo! Fui ao Museu de Londres, (aquele que é sempre esquecido pelos turistas) fazer uma viagem no tempo nesta cidade cheia de história e estórias. E ao final do dia, um chá no meu novo pub favorito aka. o pub mais fofinho da cidade, The Roebuck, em Borough, mesmo pertinho da minha casa! Adoro :)


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

It's raining cats and dogs!

Está feito. Uma semaninha inteira de chuva já lá vai, e mais está para vir. Hoje não parou um minuto, e a continuar assim tenho mesmo que comprar umas galochas!

Welcome back british weather, we missed you so much!



quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Frases que se lêem uma segunda vez

"Perhaps he will be an ordinary boy and I will become an ordinary woman again. Perhaps we will not be great people, chosen by God, but just happy."

Na leitura do momento.


Nós somos engraçados.


Nós, pessoas. Temos a lição estudada e prometemos tanto a nós próprios e depois, totalmente diferente da doutrina, é a forma como levamos, ou deixamos que os outros levem, a nossa vida. Porque é que estamos sempre a fazer comparações? Cada um é para o que é e não podemos todos fazer ou gostar das mesmas coisas. Não podemos comparar pessoas nem comparar vidas. Nada é perfeito, muito menos o que nos parece perfeito. Porque é que ajudamos quem não se interessa por nós e somos injustos com quem gosta de nós? E porque é que procuramos a constante aprovação de quem nem sequer quer saber da nossa existência? Porque é que nos justificamos a quem não devemos qualquer explicação? Porque é que estamos sempre a tentar pertencer? Há coisas a que não vale a pena pertencer. Sim, há lugares onde eu e tu nunca vamos pertencer, e isso não é mau, é bom! E porque é que temos medo? Medo de falar? Medo de agir? Medo de ser? Quanta energia temos que gastar a fugir daquilo que somos, até perceber que esse é o caminho certo? Vamos encher o mundo de nós, não nos deixar influenciar por caras tristes e muito menos, comportamentos tristes. Vamos pôr cá fora aquilo que temos cá dentro. Sonhos? Sim! Loucura? Faz sempre falta. Arte? Por favor. Soluções? Venham elas. Um grito de revolta? Seja. Amor? Sinta-se em casa.
Digo eu a eles, e de mim para mim.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Sempre o bacalhau

Ao vir para casa passei pelo mercado e lembrei-me desta conversa de malucos que tive com uma colega antes de ter ido de férias a Portugal.
Disse-me ela então: "Ai traz bacalhau para mim lá de Portugal!"
Ao que eu respondi: "Posso trazer outras coisas mas bacalhau mais vale comprares aqui..."
E vai ela: "Ai mas não sabe ao mesmo!"
Eu: "Sabe sim, o bacalhau vem da Noruega e não de Portugal, podes até encontrar aqui de melhor qualidade!"
E ela insiste: "Ai mas não é o mesmo! Não é a mesma coisa!"




Pois claro que não! Tem razão a cachopa. Então, o bacalhau tem que ir a Portugal apanhar um bocado de sol na fuça e beber uma bica enquanto lê o DN, se queixa da crise e vê um jogo do Benfica. Isso é que lhe dá o gosto! A gente tem que esperar que ele esteja bem aportuguesado para lhe espalmar umas batatas e uma cebola no lombo.


Day off


French toast and English tea. Combinam bem ao pequeno-almoço! Agora vou até ali ao Hyde Park mandar uma corridinha e já volto.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Remember, remember, the 5th of September

Foi o meu primeiro aniversário passado em Londres, já que o ano passado me escapei até Berlim. Fui passar a meia-noite com a Selene em frente à Tower Bridge, apaguei as velas e fizémos txim txim. O dia dos meus anos, acabei por passar sozinha, já que foi uma quinta-feira e estava toda a gente a trabalhar, e não vou mentir, foi um bocado deprimente. Aproveitei para fazer a minha caminhada favorita, Southbank, da minha casa até St. Pauls e ir à missa. Ao final da tarde lá me juntei com alguns amigos no pub do costume e depois seguimos até ao Soho. E pronto, a brincar, a brincar, 26 já cá cantam.

A minha maior prenda deste ano foi a amizade. Amigos que mesmo quando batemos no fundo, ainda nos fazem sentir a pessoa mais cool do mundo.
By the way, obrigada Selene por estares comigo na saúde e na doença.




O cão é o Friedrich, veio comigo de Berlim o ano passado e não podia faltar à festa, aliás, é o maior bêbedo, esse gajo. O vinho era australiano porque cai fácil (hooray quem percebeu a piada). O cocktail é o mojito, o predilecto. O nariz roxo atrás é para segurar óculos, uma prenda original. A coroa porque me apeteceu, assim como as bolas de sabão. O grupo simpático, os amigos.

Right thoughts, right words, right action

No dia 20 de Agosto tive a oportunidade de rever a minha banda favorita, FF (não confundir com cantor dos Morangos com Açúcar) na semana antes de lançarem o quarto álbum, título deste post. Prenda de anos antecipada da Selene que já queria ir ter comigo vê-los ao Campo Pequeno em 2009 (mas preferiu ficar por Viseu a ver a estreia do Twilight, e vocês não leram isto que eu prometi nunca partilhar este segredo humilhante), então lá fui eu sozinha armada em groupie. Em 2009 eles tinham acabado de lançar o "Tonight: Franz Ferdinand", o álbum que é "menos Franz" e que, tornado público há pouco tempo, quase levou ao fim da banda. Ainda bem que não se soube nada na altura ou eu teria entrado em estado de choque. E como o Alex disse no já distante ano de 2005 e que sempre me marcou "ter uma banda é a melhor coisa que podes fazer com os teus amigos". Então vá, tiraram um ano em que cada foi à sua vida e não se contactaram, e depois, o Alex (vocalista) e o Bob (baixista) teriam partilhado com uma amiga em comum que tinham saudades da banda, e ela não foi cá de coisas e toca de ir dizer ao outro, e pronto, abençoado leva e traz, que eles lá se voltaram a juntar no estúdio para fazer este último álbum em que voltam ao som original. Li há pouco tempo uma entrevista do Alex ao Evening Standard em que ele dizia que se aperceberam que tinham um estilo muito definido quando tocavam covers e alguém lhes dizia "that sounds like Franz".
Por exemplo no youtube há vídeos de pessoal a tocar o Call Me "ao estilo de Franz Ferdinand". Claro, é awesome!

 

De uma certa forma gostei mais deste concerto no Electric Brixton em Londres do que o de Lisboa, talvez por ter companhia, talvez por causa das cidras, ou se calhar foi mesmo por ser um concerto com menos gente numa sala pequena, um ambiente muito "tu cá, tu lá" entre banda e público, e com fãs a sério, os crème de la crème. Todos a berrarmos as músicas, a adivinhá-las aos primeiros acordes, a gritar "oh I love this one!", a saltar ao som da guitarra do Nick e a aplaudir ao som da bateria do Paul. E continuam cá com um carisma estes scots :)





Basicamente foram as únicas fotos que eu tirei. Nunca vou entender as pessoas que passam os concertos a tirar fotos e a fazer vídeos. Amigo, está a acontecer agora, aqui, à tua frente, disfruta!



domingo, 1 de setembro de 2013

Admirável mundo novo

Fui hoje colocar lentes de contacto e devo dizer agora que vejo tudo em alta definição, a vida andava-me a passar um bocado ao lado! Agora consigo ver caras bonitas ao longe, uma grande vantagem principalmente no metro. E as cores estão mais fortes, por isso o mundo parece mais iluminado! Bom, na realidade não parece, é assim e eu é que não via...



Só como apontamento, o optometrista disse que eu fui a melhor paciente que ele já teve a colocar lentes pela primeira vez. A verdade é que estou a adaptar-me muito melhor às lentes de contacto do que aos óculos que me receitaram. By the way, gostei da forma como fui tratada na Vision Express, eles foram uns fofos, tiveram muita paciência comigo na escolha exaustiva de um par de óculos e compreenderam que eu não conseguia adaptar-me e não queria ficar com uma pequena fortuna em casa por usar e vão trocar o valor dos óculos em lentes e loções e não me cobrar a consulta.


Welcome September!

Vamos ser directos. Depois de umas valentes semanas, já lá pelo meio de Agosto, o verão torna-se aborrecido.
Não me interpretem mal. O verão é o melhor (yey!), quando chega depois do longo exaustivo Inverno, e que de tanto estarmos em casa só queremos estar na rua até tarde, a aproveitar os dias longos. A nossa pele fica mais escura, o cabelo mais claro, andamos mais à mostra e sentimo-nos mais bonitos. Só coisas boas, até percebermos que não se passa mais nada e ansiarmos pelo regresso à rotina. Estudos, trabalho, futebol... Pelo menos comigo, é assim. E talvez pelo facto do meu aniversário ser na primeira semana de Setembro, este mês parece-me sempre um recomeço. Ah, e foi em Setembro que cheguei a Londres, pois.

Estou especialmente ansiosa porque este mês vou começar um curso para jornalistas que têm inglês como segunda língua, e saber que vou voltar a estudar e fazer trabalhos de grupo, etc, faz-me sentir mesmo bem. Para além do facto que vou ter contacto com a forma como se trabalha cá nos media.

A partir de amanhã, tudo volta ao normal, menos turistas e feriantes nas ruas e mais eventos a acontecer na cidade. Só coisas boas.