domingo, 26 de maio de 2013

"Quero ficar sempre estudante..."

"...manter o fígado (em quê?!) em destilação constante".
Era assim a música. As "bezanas ambulantes", hino de festa para os estudantes da Universidade da Beira Interior. Uma daquelas músicas que gritámos (sim, que aquilo era tudo menos cantar) tantas vezes desde o primeiro dia como caloiros até ao último dia como finalistas, e até ainda hoje entoamos, retendo ainda na memória todas as letras, e o mesmo carinho no coração. Até já pelas ruas de Londres andei a berrar estas músicas.
Quero ser estudante outra vez! Quero! E não é por causa das borracheiras (que são sempre bem-vindas), mas crucifiquem-me, tenho vontade de estudar, aprender, saber, ler, pesquisar, ouvir palestras, fazer perguntas, fazer trabalhos, sentar-me numa biblioteca horas a fio, bater com a cabeça nas paredes. Sei que um dia ainda vou tirar uma pós-graduação ou um mestrado, e não me arrependo de não o ter feito até agora. Primeiro porque não me teria sido útil até agora, segundo porque teria feito a escolha mais óbvia (continuar no ramo de jornalismo) e não iria abrir a mente a outras possibilidades, e terceiro porque sei que o dia que o fizer serei muito melhor estudante do que fui. Porque já levo na bagagem as experiências laborais, já vivi mais, já sei mais sobre o que gosto e o que não gosto. Já sei que o sacrifício também tem um bom sabor.
Enfim, divagações de um sábado solarengo passado na cidade dos estudantes inglesa. Ontem era dia de exames e havia confetis no chão. Estudantes vestidos com o uniforme de um lado para outro. Oxford é bonito, calmo e inspirador. A cidra foi o combustível das caminhadas debaixo do sol e acho que é por isso que ainda estou agora a repôr líquidos de tão desidratada que fiquei. Estou mesmo cámone.



 



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