segunda-feira, 24 de abril de 2017

Não vale a pena, eles vão dizer sempre que somos criaturas estranhas


    Vivemos num mundo que, em muitas religiões e culturas, se faz dos homens santos e das mulheres pecadoras. Atentem em figuras como Afrodite e Pandora. A primeira, uma devassa, a representar a mulher como a perdição dos homens, como o elemento sedutor e manipulador. A segunda, uma cusca, uma fraca que representa esta mania que as mulheres têm de meter o bedelho onde não são chamadas, irra. Não há deuses masculinos que sejam assim. Apolo não tinha culpa de ser todo bonzão, e por isso representa coisas de maior importância. O Baco não era nada saloio, era um bon vivant, aquele nome giro que se dá aos homens que basicamente, são uns rameiros. E o Prometeu que traiu os deuses quando deu o fogo aos mortais? Um herói da humanidade. Fraco? Mesquinho? Nah.
    Enfim, deuses ou mortais, os homens são uns mestres a usar psicologia inversa.
Aconteceu-me no outro dia um episódio que me fez pensar muito nesta mania que os alguns homens têm de fingir que fazem as coisas sem intenção e que a maldade está na cabeça das mulheres.
    Ora, ajudei um rapazito a fazer o currículo em Inglês. Quando lá estava eu praticamente a fazer o currículo por ele, o senhoranço estava mais interessado em perguntar-me, entre outras coisas, se tinha namorado. E eu disse que não. Disse que não porque não tenho mesmo, e não porque estou interessada no tal rapaz, se bem que até podia estar. Já algumas vezes menti para me escapar de um ou outro chato, mas desta vez, pensei cá para mim, porque hei-de eu mentir? Porque não posso eu dizer que sou solteira sem medo de ser assediada? Porque é que alguns homens, quando a mulher é solteira, pensam automaticamente que ela precisa ou quer qualquer homem que lhe apareça à frente?
Bom, não quero ser mal interpretada. Não há mal nenhum em ele perguntar isso, ou mesmo no que fez a seguir, ou até se me tivesse convidado para um copo. Eu gosto de pessoas directas. E também não há mal nenhum em dizer que sim ou não a um convite, mesmo que venha de uma pessoa praticamente desconhecida.
    Mas voltando à historieta.
    Já quando estávamos a acabar ele agarra no telefone e procura o meu nome no facebook e pergunta se eu sou aquela que aparece ali na procura, e eu lá digo que sim, e aceito o pedido de amizade dele. Durante a conversa não fiz ou disse nada que lhe tivesse indicado algum interesse da minha parte, mas mesmo assim quando cheguei a casa, tinha uma mensagem dele a dizer "és gira". Sim, pura e simplesmente isto. (Um aparte, onde é que um gajo espera chegar com um "és gira", é o flirt mais preguiçoso de sempre. É atirar a rede mais barata a ver se cai algum peixe.)
    Mas chegando agora finalmente ao motivo da minha indignação. Como eu não quero nada com ele e não gosto nada de andar a empatar as pessoas, respondi-lhe àquela espécie de mensagem da seguinte forma: "Olha, eu não estou interessada em nada, ok? Ajudei por cordialidade. Só para que não haja mal-entendidos!" Tau. Nem agradeci o elogio porque ainda ia dar azo a mais confianças. Depois foi ver a incredulidade com que ele reagiu à minha resposta: "Wtf? E eu disse alguma coisa? Só disse que eras gira". Um fofo então e eu devia era levantar as mãos ao céu e agradecer por ter recebido um elogio de um homem. Até porque um rapaz dá-se ao trabalho de dizer isto a uma rapariga só para ela ter conhecimento de que de facto, sim senhor, não é feia. É tipo como um carimbo do passaporte. Ora toma e vai lá à tua vida. 
    Com ele a armar-se em beato, eu decidi não dar importância e nem sequer contrapor o que ele disse. Respondi com um breve "pronto então". E ele continuou "não percebi muito bem a tua questão mas não interessa". Ui! O menino acha que eu lhe estou a dar jogo? Não, meu caro. "Está esclarecido", respondi eu, e a conversa acabou ali. 
    Digam-me agora, fui eu que interpretei mal? Fui/sou uma convencida, exagerada e mal-agradecida? Valha-se-me, se assim é, vou continuar a ser. 


domingo, 23 de abril de 2017

O regresso do blogue que nunca saiu do mesmo sítio



Este blogue precisava de uma remexida. Nos entretantos, aproveitei para me dedicar a outras escritas (não me perguntem se tive sucesso). Mas continuo com muita vontade de escrever por aqui, ou de somente partilhar um pouco de tudo e de nada.
Estou de volta. Agora aturem-me.

segunda-feira, 20 de março de 2017

quarta-feira, 15 de março de 2017

New York, I love you






Dias em que realizas sonhos, são dias em que tudo faz sentido.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Diva!


Não podia deixar de estampar a cara da Viola Davis aqui mais uma vez, e desta, com um óscar nas mãos! Parabéns Viola, és uma inspiração.
Melhor actriz, melhor discurso, melhor pessoa, melhor tudo!

#fangirl

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete músicas para o bom humor

Woo hoo! Alegria a todo mundo que saiu o sol. Abram-se as janelas! Pelo menos entre as 11H e as 15H... Ainda falta mais de um mês para chegar a Primavera mas hoje fomos agraciados com um autêntico dia de Primavera. Há que aproveitar.

Uma imagem de janelinhas bonitas porque sim.

Inspirada pelo sol, e também pela música (porque fui tomar a minha dose de vitamina D pela cidade com os fones nas orelhas), decidi partilhar aqui sete faixas que são verdadeiras pílulas de energia e boa disposição.
Primeiro, eu NÃO CONSIGO viver sem música. Está presente em todos os dias da minha a vida a quase todas as horas. Depois, gosto de gastar umas boas horas do meu tempo livre a descobrir música, novas e velhas bandas, mas gosto especialmente de descobrir bandas novas. E em seguimento disto, gosto de fazer playlists (infelizmente o tempo das mixtapes acabou) apropriadas para as estações do ano, para as alturas do dia ou até para algum momento em concreto que estou a viver na minha vida. Aliado a isso, 95% da música que ouço é música alegre e enérgica, muito upbeat e com letras catitas. Tenho que estar mesmo muito deprimida para ouvir música triste mas até quando estou em baixo ouço música alegre-triste. Sabem ao que me refiro? Algumas faixas que vou partilhar bem que encaixam nesse bittersweet mood. Acho que gosto mais de música melancólica do que propriamente música triste, e aquelas que eu gosto de ouvir nos meus momentos introspectivos ficarão para um próximo post, num qualquer dia de chuva.
Sem mais demoras, aqui fica uma pequena sugestão de músicas para levar o dia com um sorriso e a dançaricar.



 1. BØRNS - Seing stars



Gosto muito dos BØRNS. Uma daquelas bandas das quais gosto de todas as músicas. Esta é daquelas assim, realistas-optimistas. Os BØRNS têm uma outra faixa, "Past Lives", que é simplesmente das coisas mais lindas que ouvi na vida. Fica a dica. 


2. Crystal Fighters - Good Girls
  


Os Crystal Fighters são outros em que se gosta de tudo o que eles fazem. Eles têm um estilo bem definido e todas as músicas estão cheias de boas vibrações, tanto que me custou escolher só uma para o link. Tive mesmo que tirar à sorte. "Love Alight", "You and I", "Love Natural", "Wave". Tantas e tão boas. 


3. Matt and Kim - Daylight
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O que dizer? Mal esta música começa a tocar, eu fico logo bem-disposta. É instantâneo. O Matt e a Kim são uns fixes e têm músicas tão giras. Esta fala-me a um nível pessoal e é umas das minhas predilectas, de sempre.


4. Washington - Rich Kids
.

Um ritmo contagiante a lembrar o folcrore e uma letra bem engraçada com a qual também me identifico pessoalmente. Uma pena que não sejam mais conhecidos. 


5. Foster The People - Houdini


Já estes são bem mais conhecidos. Tiveram o hit "Pumped Up Kicks", apesar que na minha opinião, "Houdini" é a obra-prima deles. É perfeita. É contagiante. E a minha música favorita para dançar. 


6. Royal Concept - Smile


Como quase todas nesta lista, cá está outra na onda "ah e tal, nada me corre bem, mas eu cá ando todo feliz da vida".


7. Walk The Moon - Different Colours

 
Estes são outro esquadrão da boa energia. Decidi colocar o link para esta música que deposita em mim tanta esperança e sentimento bom. Mas por exemplo há a "Shut Up and Dance", a "Work This Body", a "Tightrope" e a "Anna Sun" que já falei aqui uma vez no blogue, quando andava completamente viciada nesta banda. Ainda ando. Sou absolutamente fangirl do Nick Petricca. Também têm uma música chamada "Portugal" que é linda mas mais no estilo melancólico, como não podia deixar de ser.


E então, bora ir dançar na rua?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

10 coisas que são um turn-off


Listas! Quem não gosta de uma boa lista?
Só um aparte... Hoje em dia estamos tão americanizados, que eu estive aqui imenso tempo a pensar no equivalente à expressão "turn off" neste contexto em português. A única da qual me lembrei foi corta-pica. Por isso, à falta de melhor expressão, cá vão as dez coisas que para mim cortam a pica num gajo, ou numa gaja. Nota: claro que não acrescentei à lista coisas óbvias como psicopata, agressivo(a), caluteiro(a), má pessoa em geral, etc.
São dez comportamentos leves e discutíveis:

1. Erros ortográficos - não vale a pena tentar passar uma borracha por cima, vai sempre causar-me impressão e diminuir a pessoa no meu agrado.

2. Não gostar de gatos - Ok, não gostar de animais em geral é um turn off mas porquê os gatos? Posso estar enganada mas acho que isto revela muito sobre a personalidade e a maneira como alguém se relaciona com os outros, também o quanto essas pessoas prezam a individualidade e a independência, ou não.

3. Mandar mensagens a toda hora - Os chamados melgas, ou em inglês, serial texter. Calma com o andor! Tal como com os amigos, o essencial basta, e uma ou outra piada inteligente que nos vem à cabeça. Não há pachorra.

4. Gostar de kizomba ou outros gostos musicais duvidosos - eu sou bastante ecléctica, respeito os gostos musicais de outrém e não frequento o meio onde se ouve este tipo de música, mas definitivamente, não! Até aguento sertanejo se a pessoa vale a pena, mas kizomba, não!

5. Pressa em entrar numa relação - Acho que nem vale a pena acrescentar mais nada. Roma não se fez num dia. 

6. Tirar muitas selfies - Quase todos nós, portadores de um smartphone, já tirámos uma ou outra selfie num dado momento. Mas fazer da selfie um hábito, ou ter-se como figura central em todas as fotos, é algo que para mim, não encaixa.

7. Fumar - Fumar é outro hábito muito pouco atraente. Não diria que é impossível olhar por cima disso, mas é difícil, admito.

8. Ser pinga-amor -  Escrevi um post há alguns anos aqui no blog sobre esta espécie. Tal como ser muito carente, também é um turn off. Sempre fui da opinião que quem muito de apaixona, pouco tem por que se apaixonar.

9. Não ter ambições próprias - Antes das pontes que construímos com as outras pessoas, temos que construir o nosso castelo. Aquilo que nos distingue. É preciso ter paixão e gosto por alguma coisa, sei lá, nem que seja coleccionar cromos.

10. Vaidade/Materialismo - Não me lembrei da palavra certa para explicar este turn off. Mas sabem aquelas pessoas que são uns autênticos pavões humanos? Tipo, vendem o fígado para ter um carro vistoso e passam os dias de folga no shopping a comprar roupa e a sua maior preocupação é escolher entre aquelas sapatilhas todas brancas ou aquelas sapatilhas brancas com um risco vermelho? É, eu não gosto disso.


E termino a lista por aqui. Se bem que ainda me lembrei de mais uma ou duas coisas mas sem tanta importância para mim. Como podem ver, não sou nada esquisita.




sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Séries que vi (e gostei) em Janeiro

Estamos em pleno Inverno, e juro, pensei que nesta altura em que fico mais em casa, ia devorar mais séries do que aquelas que vi no passado mês. Mas não, porque também andei entretida com as minhas leituras e a estudar italiano. Para além disso, agora sou assídua de alguns canais do Youtube e confesso que também lá perco umas valentes horas.
Sem esquecer que só vejo séries que considero realmente boas. A vida é muito curta e a oferta muito longa para ver séries assim-assim. Se depois de três episódios não estou nem aí, por muito que elogiem a série, desisto. Por falar nisso, depois vou fazer outro post com séries que gostei muito mas desisti de ver em temporadas mais avançadas. Pode ser que tenha acontecido o mesmo convosco.

Ora aqui estão as três séries que me encheram as medidas em Janeiro e que recomendo, muito:



Fargo. Baseado no filme de 1996, que se tornou um clássico, esta série, até agora com duas temporadas (vai sair uma terceira este ano, com o Ewan McGregor como protagonista) segue a mesma premissa. Se gostam de humor negro, vai tornar-se uma das vossas séries favoritas. Está tão bem escrita e a direcção artística é de "filme que leva óscares". A primeira temporada brinda-nos com um Billy Bob Thornton no seu melhor e um Martin Freeman escolhido a dedo para o papel. A série segue vários acontecimentos numa pequena localidade do Minnesota, e é sempre Inverno. Neve, há muita neve. Portanto ideal para ver nesta altura. Não posso falar mais da série sem dar spoilers por isso vou deixar que a pontuação de 9.0 que tem no IMDb fale por si. Tenho a certeza que se vai tornar uma série de culto.



Happy Valley. Uma série britânica, originalmente da BBC, que não tem senhoras ricas e distintas a beber chá e a discutir assuntos de sociedade (sim isto é uma boca a Downton Abbey), e talvez por isso, pouco conhecida. Uma pena. É tããããão boa. Sim, é uma série de crime. Sim, é uma série dramática. Sim, já vimos isso milhentas vezes. O que é diferente? É um misto. A história, as personagens, o suspense, mas acima de tudo, tem um grande senso de realidade. Passa-se numa pequena cidade do norte de Inglaterra, e o nome da série é irónico. Cruzam-se histórias de criminosos que não tinham intenção de o ser. Personagens complexas que por vezes nos fazem torcer para que os maus da fita não sejam apanhados. Tem duas temporadas, cada uma de seis episódios, e é altamente viciante. Ah, e também tem o James Norton, que apesar de fazer um psicopata (e desempenha-o tão bem, pesadelos), não deixa de ser uma alegria para a vista. Há conversações para uma terceira temporada mas nada oficial. Tem a pontuação de 8.5 no IMDb e, como Fargo, uma forte personagem feminina. Avé.



Peaky Blinders. Esta já não me pôs em modo junkie, e por isso tenho visto a um ritmo bem mais calmo. Só vi ainda a primeira temporada, mas é sem dúvida uma série muito boa. Palmas para o pessoal da caracterização. A série transporta-nos até à cinzentona e super-industrial Birmingham após a Primeira Guerra Mundial. Os homens regressaram marcados pela guerra e dedicam-se agora aos trabalhos fabris e ao tráfico de armas. O comunismo está em crescendo, e o crime também. Amigos de outrora e irmãos de guerra tornam-se rivais. Sim, é pesado. E tal como outras séries de gangsters, segue aquela fórmula de sucesso em que a trama se desenvolve em torno de uma figura central muito carismática, neste caso, o senhor Tommy Shelby, interpretado por esse perfeitíssimo rosto humano com pernas, Cilian Murphy. E ele não é o único homem carismático da série, que também nos brinda com a figura de Winston Churchill. Pontuação de 8.8 no IMDb. Até agora, três temporadas, e diz que vêm aí mais duas.



edit- Menção honrosa


Ministério do Tempo. Esqueci-me de referir que também estou a acompanhar esta série portuguesa da RTP. É giro. E apesar de terem ido roubar a ideia aos espanhóis, acho que estão fazer um trabalho muito bom. Gosto da forma como a série nos aproxima à nossa História e é engraçado ver importantes personagens históricas de diferentes épocas a interagir. E acho um piadão ao Afonso de Noronha que quer andar sempre à porrada. É pena os episódios serem curtinhos. Fico sempre com vontade a mais.




E pronto, é isto. E vocês, que séries me aconselham a mim?


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Mais um post sobre "Girls"

"A despedida de Girls começa com uma estreia mundial" aqui fica o artigo do Público sobre uma das séries mais singulares e irreverentes dos últimos anos.

"Foi uma história controversa desde o início, por mostrar um retrato pouco convencional do corpo da mulher e da sua sexualidade, mas foi essa representação de quatro jovens a enfrentar o início da idade adulta em Nova Iorque que conquistou a crítica e o público. 

(...)

A actriz Alison Williams, que encarnou o papel de Marnie ao longo da série, disse à Press Association que espera que Girls fique marcada na história da televisão como “um movimento radical em direcção à honestidade em detrimento da idealização”. "

Eu desafiei-me a mim mesma a rever as primeiras cinco temporadas antes da estreia da última temporada, mas só tenho duas semanas para o fazer. Será que consigo?

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Pensamentos à solta

Então pelo que parece hoje é o primeiro dia de uma longa jornada de chuva, que diz que vem para ficar durante umas semanas. Venha ela, é chata, mas faz falta. E cheira-me que o ano vai ser seco e lá para o Verão vamos andar com os cabelos em pé com os incêndios, com os prejuízos para agricultura e todos os males em geral que a falta de água traz. Eu confesso que já lhe tinha um pouquinho de saudades. E perua que só eu, já estou a babar pelo fim de semana a ver séries e filmes e a ouvir a chuva a bater no telhado.

Enquanto chove lá fora, aqui vou lendo os mais recentes caprichos de Donald Trump, enquanto me tento lembrar como foi bem aquilo que o Winston Churchill disse sobre a democracia? Não é o ideal, mas é o menos mau dos sistemas? Pois bem. A democracia também é capaz de pôr pessoas como Adolf Hitler no poder. Mas isso já foi há tanto tempo, não é? Ou pessoas como Donald Trump no poder, em pleno século XXI, no mundo ocidental, depois de milhentas guerras e tratados de paz. A História é cíclica, e é o mais óbvio exemplo que o ser humano não aprende com o passado.
Quando ele foi eleito, não entrei em histerismos, sempre achei que o presidente dos EUA é um boneco nas mãos de uma máquina bem mais poderosa e que os caprichos do senhor depressa se iam dissolver no plano maior do poderio americano. Mas parece que não. A diplomacia está mesmo em crise, e já houve guerras que começaram por bem menos. Uma tal de Primeira Guerra Mundial, por exemplo.

Mas não vou agourar, que não sou pessoa de agourar, e nasci com a maleita do optimismo estúpido, às vezes conformismo alegre. Não sei viver de outra forma. Tirando aqueles momentos em que qualquer coisa me começa a cheirar mal, então sei que vem aí bosta. Será aquilo a que chamam sexto sentido? Às vezes vem em forma de sonhos premonitórios. Mais alguém tem? Eu costumo ter. Por exemplo, sonho com uma pessoa, do nada, e depois encontro essa pessoa, ou então essa pessoa contacta-me.

Definitivamente ele há coisas que só podemos é sacudir os ombros e "o problema não é meu". E se somos pessoas íntegras, que fazem tudo direitinho, mais não podemos fazer. Siga a procissão.

Afinal, o Inverno ainda não acabou, embora, cada vez mais, lhe cheire o fim. Hoje é o primeiro dia de muitos dias de chuva, mas eu consigo ver a luz lá no fundo. E mesmo que não conseguisse, ainda me lembro do caminho!

😉